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73% de Imigrantes Detidos nos EUA Sem Antecedentes Criminais, Revela Estudo Chocante

Imigrantes Detidos nos EUA: A Maioria Sem Histórico Criminal

Um levantamento recente aponta que a grande maioria dos imigrantes detidos nos Estados Unidos não possui antecedentes criminais. Dentre cerca de 68 mil pessoas presas, impressionantes 73% não têm histórico de crimes, segundo dados do Transactional Records Access Clearinghouse (TRAC), da Universidade de Syracuse. Essa informação contradiz o discurso oficial que justifica as detenções com base na segurança pública.

O TRAC também esclarece que muitos dos imigrantes que possuem algum registro cometeram delitos de menor gravidade, como infrações de trânsito. A alegação do governo de Donald Trump, de que o Serviço de Alfândega e Imigração (ICE) foca em “criminosos”, é posta em xeque por esses números, que ganham ainda mais peso com o aumento expressivo de prisões de pessoas sem antecedentes.

O Conselho Americano de Imigração, que apoia a comunidade imigrante nos EUA, calculou um aumento de 2.450% na detenção de imigrantes sem antecedentes criminais durante o mandato de Trump. A situação ganhou ainda mais destaque com a recente detenção do influencer brasileiro Júnio Pena, que, apesar de defender as políticas de Trump, foi detido por não comparecer a uma audiência de imigração, tendo entrado no país de forma irregular.

Detenções Usadas Para Forçar Deportação

O Conselho Americano de Imigração alerta que as detenções têm sido utilizadas como estratégia para pressionar imigrantes a aceitarem a deportação, desistindo de seus processos de regularização. A organização aponta que, em novembro de 2025, a proporção de deportações diretas em relação às liberações da detenção do ICE era de 14,3 para 1, um salto significativo em comparação com 1,6 em dezembro de 2024. Isso sugere uma intenção de acelerar a saída de imigrantes do país.

Aumento Exponencial das Prisões do ICE

A política de imigração sob o governo Trump resultou em um aumento de 75% nas detenções de imigrantes pelo ICE, passando de 40 mil para 68 mil pessoas presas. Há expectativa de que esse número chegue a 100 mil detidos no início de 2026. O Conselho Americano de Imigração descreve um cenário de “batidas indiscriminadas em locais de trabalho” e “prisões colaterais”, onde indivíduos que comparecem diligentemente às audiências são detidos novamente sem aviso prévio.

As “prisões em massa” aumentaram 600% no período, e o ICE dificultou a emissão de liberações e o pagamento de fianças. De janeiro a novembro de 2025, as liberações discricionárias da detenção caíram 87%, evidenciando uma política mais rigorosa e restritiva.

Violações Legais e Lucro com Prisões

O professor emérito de história da Universidade de Brown, James N. Green, destaca que juízes têm apontado centenas de violações nos procedimentos de detenção de imigrantes. Ele afirma que o ICE não pode parar e prender uma pessoa sem que esta assuma sua irregularidade, mas que isso tem ocorrido. O especialista ressalta que muitos imigrantes desconhecem seu direito de não responder a perguntas que possam incriminá-los, permitindo que sejam detidos.

Além disso, empresas privadas de segurança e gestão de prisões têm lucrado significativamente com a política anti-imigração do ICE, cujo orçamento triplicou. Em 2025, cerca de 90% das pessoas detidas pelo ICE estavam em instalações privadas. O aumento nas detenções representa um “benefício” para essas empresas, que expandiram sua atuação, utilizando 104 instalações a mais no final de 2025 em comparação com o início do ano.

Condições Precárias nos Centros de Detenção

O aumento drástico nas detenções tem impactado negativamente a qualidade dos centros de detenção, colocando em risco a saúde e a segurança dos imigrantes. Entre janeiro e dezembro de 2025, 30 pessoas morreram sob custódia do ICE, um número superior ao registrado durante a pandemia de Covid-19. Casos de sarampo levaram centros de detenção no Texas a quarentena, em meio ao aumento da doença no país.

A transferência de imigrantes entre estados é uma prática comum, dificultando o acompanhamento de casos e a localização de familiares. O Conselho Americano de Imigração relata que muitas pessoas desaparecem em centros de detenção e reaparecem a milhares de quilômetros de distância, ou em outro país após deportação rápida. A falta de recursos e capacidade para contestar as decisões do ICE impede que a maioria dos imigrantes busque justiça.

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