Sete estados brasileiros registraram crescimento na produção industrial acima da média nacional em 2025, um cenário promissor para a economia regional. Destaque para Rio de Janeiro e Espírito Santo, que apresentaram os saltos mais expressivos, superando em muito o avanço de 0,6% da indústria brasileira como um todo no período.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados que apontam para uma dinâmica regional heterogênea na indústria nacional. Enquanto a média do país mostrou um modesto crescimento, algumas unidades da federação demonstraram força e resiliência, impulsionando suas economias locais e influenciando positivamente os indicadores gerais.
Os resultados da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada nesta terça-feira (10), revelam quais estados conseguiram se destacar nesse cenário. A análise abrange 18 localidades com participação relevante na produção industrial brasileira, buscando compreender as particularidades de cada região.
Conforme informação divulgada pelo IBGE, a expansão industrial em 2025 foi liderada pelo Espírito Santo, com um impressionante salto de mais de 10%, seguido de perto pelo Rio de Janeiro, que registrou um crescimento superior a 5%. Esses números contrastam com a média nacional de 0,6% e sinalizam um desempenho excepcional para os estados citados.
Motores do Crescimento: Petróleo, Minério e Alimentos Impulsionam Economias Regionais
O analista da pesquisa, Bernardo Almeida, explica que o **Rio de Janeiro** foi impulsionado principalmente pelo setor extrativo, com um aumento significativo na extração de petróleo e gás natural. A relevância do estado, que responde por 11,38% da economia nacional, conferiu-lhe uma influência positiva considerável na média geral.
O Espírito Santo seguiu uma linha semelhante, com o crescimento na extração de petróleo, minério de ferro e gás natural sendo os principais motores de sua expansão industrial. A forte atuação desses setores demonstra a importância dos recursos naturais para o desenvolvimento econômico dessas regiões.
Santa Catarina emergiu como a terceira maior influência positiva, com destaque para os setores de alimentos e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos. Entre os produtos alimentícios que impulsionaram o setor, Almeida cita carnes e miudezas de aves congeladas, preparações e conservas de peixe, e embutidos de carnes de suínos.
Onde a Indústria Avançou Acima da Média Nacional em 2025:
O IBGE detalha que, além de Espírito Santo e Rio de Janeiro, outros cinco estados apresentaram crescimento na produção industrial superior à média nacional de 0,6%. São eles: Santa Catarina (3,2%), Rio Grande do Sul (2,4%), Goiás (2,4%), Minas Gerais (1,3%) e Pará (0,8%). Esses resultados indicam uma diversificação dos polos de crescimento industrial no país.
Estados com Crescimento Abaixo da Média e Retração Industrial
Em contrapartida, Bahia e Paraná apresentaram um crescimento industrial de 0,3%, abaixo da média nacional. Já o Amazonas registrou um avanço tímido de 0,1%. Em oito localidades pesquisadas, a produção industrial sofreu retração, com destaque negativo para o Rio Grande do Sul.
A queda mais acentuada foi observada em Mato Grosso do Sul (-12,9%) e Rio Grande do Norte (-11,6%). Outros estados que viram sua produção industrial encolher incluem Mato Grosso (-5,8%), Maranhão (-5,1%), Pernambuco (-3,8%), São Paulo (-2,2%), Região Nordeste (-0,8%) e Ceará (-0,6%).
São Paulo e Derivados de Petróleo Puxam Desempenho Negativo
A retração na indústria de São Paulo, que representa um terço de toda a produção industrial brasileira, exerceu a maior pressão negativa nos indicadores nacionais. A queda de 2,2% no estado foi atribuída, segundo Bernardo Almeida, a setores como o de derivados do petróleo, com reduções na produção de álcool etílico, óleo diesel, gasolina automotiva, asfalto de petróleo e naftas.
O setor farmacêutico paulista também contribuiu para o desempenho negativo, com uma redução na fabricação de medicamentos. Nos estados com quedas superiores a dois dígitos, como Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte, a fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis foram os principais responsáveis pela retração, com quedas expressivas na produção de diesel, gasolina e álcool etílico.
