Quinta-feira, 01 de Outubro de 2026 às 13:15
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WhatsApp libera Controle Parental no Brasil: pais ganham novas ferramentas para proteger adolescentes no app

WhatsApp lança controle parental no Brasil: pais ganham novas ferramentas para proteger adolescentes no app

A Meta, empresa dona do WhatsApp, anunciou nesta quarta-feira (30) a chegada de uma série de **novos recursos de controle parental** no Brasil. As ferramentas visam oferecer aos pais e responsáveis maior capacidade de gerenciar como os adolescentes utilizam o aplicativo de mensagens, um passo importante para a segurança digital dos jovens.

Com as novas funcionalidades, os responsáveis poderão definir quem tem permissão para **visualizar a foto de perfil** do adolescente e quem pode adicioná-lo a grupos. Além disso, receberão notificações sobre as conversas dos jovens, sendo avisados quando um menor for incluído ou sair de um grupo, e quando um grupo receber vários novos integrantes.

Essas novidades chegam em um momento crucial, após a criação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, que estabelece normas para a proteção de menores em ambientes digitais. Conforme informação divulgada pelo g1, a lei obriga empresas de tecnologia a criar mecanismos de controle parental e a **bloquear conteúdos impróprios**, além de proibir a coleta excessiva de dados de menores para fins de publicidade.

Controle sobre IA e configurações protegidas por PIN

Uma das novidades mais relevantes é a possibilidade de os pais escolherem o tipo de experiência de Inteligência Artificial da Meta que os adolescentes terão acesso. Haverá a configuração padrão, destinada a usuários acima de 13 anos, e uma **opção mais restritiva**, com conteúdo limitado, oferecendo um ambiente mais seguro para os mais novos.

Para garantir a eficácia dessas medidas, todas as configurações de controle parental só poderão ser alteradas mediante a inserção de um **PIN de seis dígitos**, definido previamente pelo responsável. Essa camada de segurança impede que os adolescentes modifiquem as definições sem o consentimento dos pais.

Privacidade das conversas é mantida

Apesar da implementação de mecanismos de controle, o WhatsApp reforça que a **privacidade das conversas e ligações** dos usuários continuará totalmente protegida pela criptografia de ponta a ponta. Isso significa que, embora os pais possam monitorar quem os adolescentes adicionam a grupos e com quem interagem, o conteúdo das mensagens e chamadas permanece confidencial.

A empresa Meta informou que esses novos controles foram desenvolvidos com base em **pedidos feitos por famílias**, demonstrando um compromisso em atender às necessidades de segurança dos usuários mais jovens. A iniciativa busca equilibrar a liberdade de comunicação com a necessidade de proteção online.

Passo a passo para habilitar o controle parental no WhatsApp

A configuração do controle parental no WhatsApp exige um processo realizado em duas etapas, primeiro no celular do adolescente e depois no aparelho do responsável. Inicialmente, no dispositivo do menor, é preciso baixar o aplicativo, escolher o idioma e selecionar a opção para **criar uma conta gerenciada por um responsável**.

Em seguida, o adolescente deverá cadastrar seu número de telefone, data de nascimento e idade, e então prosseguir para a conexão com a conta do responsável. No celular do adulto, será necessário apontar a câmera para um QR code exibido no aparelho do jovem e seguir as instruções na tela, incluindo a criação de um PIN de segurança para finalizar o processo.

Estatuto Digital reforça a segurança online de crianças e adolescentes

A chegada dessas funcionalidades ao WhatsApp está alinhada com o **Estatuto Digital da Criança e do Adolescente**, que completou um ano e trouxe uma série de normas para a proteção de menores em ambientes digitais. A lei exige que as empresas de tecnologia implementem o controle parental obrigatório, com monitoramento das atividades por meio da vinculação de contas.

As empresas, incluindo o WhatsApp, ficam obrigadas a **verificar a idade dos usuários** e a bloquear conteúdos considerados impróprios. A legislação também proíbe a coleta excessiva de dados de menores e o rastreamento de seus comportamentos para fins de sugestão de produtos e serviços, buscando criar um ambiente digital mais seguro e ético para todos.

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