Terça-feira, 27 de Outubro de 2026 às 07:37
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Trump questiona eleição brasileira e é rebatido por Alckmin: “Opinião equivocada”

Geraldo Alckmin rebate Donald Trump, que questionou a eleição brasileira, afirmando que a opinião do ex-presidente americano é equivocada e que não se deve interferir em assuntos internos de outros países.

As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionando o processo eleitoral brasileiro, geraram uma resposta firme do vice-presidente reeleito, Geraldo Alckmin. Trump expressou dúvidas sobre a organização das eleições e a prorrogação do horário de votação, ecoando posicionamentos da campanha do candidato derrotado, Flávio Bolsonaro.

Em conversa com jornalistas, Trump classificou a eleição como “muito estranha” e sugeriu que ela “pareceu fraudada”, embora não tenha aprofundado suas afirmações. Ele ressaltou que não governa o Brasil e que tem uma boa relação com o presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva.

A manifestação de Trump, que não tem base em fatos concretos sobre o processo eleitoral brasileiro, foi prontamente rebatida por Alckmin. A declaração do vice-presidente foi divulgada após sua entrevista à TV Vanguarda, do interior de São Paulo, onde ele defendeu a democracia brasileira e a soberania nacional. Conforme informação divulgada pela mídia, Alckmin declarou que “o Brasil é um exemplo para o mundo, de urna eletrônica, segurança jurídica. Democracia você ganha eleição, você perde. É o povo que decide”.

Alckmin defende soberania e critica interferência estrangeira

Geraldo Alckmin foi enfático ao afirmar que a opinião de Donald Trump é “totalmente equivocada”. Ele salientou que a interferência na política de outro país é uma regra basilar e que não há qualquer fundamento para as críticas do ex-presidente americano. Alckmin reiterou que o sistema eleitoral brasileiro, com suas urnas eletrônicas, é reconhecido mundialmente pela sua segurança e pela garantia jurídica.

“Primeiro, não se interfere na política de outro país. Isso é uma regra basilar. Segundo, não tem nenhum referencial para dizer isso”, declarou Alckmin, reforçando a importância do respeito mútuo entre as nações.

Prorrogação do horário de votação foi decisão judicial

A prorrogação do horário de votação, mencionada por Trump como um ponto suspeito, foi uma decisão tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin. A medida, implementada no segundo turno das eleições gerais, ocorreu após registros de restrições na circulação do transporte coletivo em diversas cidades do país. O horário foi ampliado por duas horas, encerrando-se às 19h.

Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito com mais de 64 milhões de votos, enquanto o senador Flávio Bolsonaro obteve 59,8 milhões de votos. A decisão judicial visou garantir o direito ao voto de todos os cidadãos, independentemente dos transtornos logísticos.

Brasil busca acordos comerciais e reage a tarifas americanas

Em outro ponto de sua declaração, Alckmin abordou as negociações comerciais do Brasil, mencionando as tarifas impostas pelos Estados Unidos que dificultaram a entrada de alguns produtos brasileiros naquele mercado. Ele assegurou que o Brasil continuará buscando acordos com outros mercados, como o Mercosul-Singapura e o Mercosul-União Europeia, e que está em vias de fechar um acordo com o Canadá.

“Mesmo com o tarifaço, batemos recorde de exportação”, afirmou Alckmin, demonstrando a resiliência da economia brasileira. Ele também sinalizou que as negociações com os Estados Unidos para um bom acordo serão mantidas após o encerramento do período eleitoral.

Parlamentares americanos já haviam alertado sobre interferência

É importante notar que a declaração de Trump não foi um fato isolado. Em setembro passado, 31 parlamentares do partido democrata nos Estados Unidos enviaram uma carta à Casa Branca, pedindo que Trump não interferisse nas eleições brasileiras em favor de Flávio Bolsonaro. A carta acusava o governo Trump de um “esforço coordenado” para ameaçar a aliança estratégica entre os EUA e o Brasil e enfraquecer a democracia no Hemisfério Ocidental.

Os democratas apontaram medidas como a imposição de tarifas a mercadorias brasileiras e a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, como tentativas de influenciar o resultado eleitoral.

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