Sexta-feira, 18 de Setembro de 2026 às 18:09
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Setembro Amarelo: Sinais de Alerta na Saúde Mental de Crianças e Adolescentes e Onde Buscar Ajuda Urgente

Saúde Mental Infantil em Foco: Reconhecendo Sinais e Buscando Apoio no Setembro Amarelo

O Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio, traz um alerta importante para pais e responsáveis: a necessidade de observar atentamente o comportamento de crianças e adolescentes. Mudanças persistentes podem indicar sofrimento emocional, exigindo atenção e, quando necessário, busca por ajuda profissional especializada.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo enfatiza a importância de identificar sinais de alerta precocemente. A psiquiatra Bruna Laursen, do Hospital Geral de Taipas, destaca que fatores como o período pós-pandemia, o uso excessivo de telas e redes sociais, cyberbullying e tensões familiares e escolares podem impactar significativamente a saúde mental dessa faixa etária.

Reconhecer as dificuldades é o primeiro passo para intervir. Nem toda alteração de comportamento é um transtorno mental, mas quando as mudanças são intensas ou duradouras, é fundamental buscar orientação. Conforme informação divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o acompanhamento profissional pode fazer toda a diferença no bem-estar e desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Sinais de Sofrimento Emocional que Exigem Atenção

A psiquiatra Bruna Laursen aponta que alguns sinais merecem atenção especial. O isolamento social, por exemplo, quando a criança ou adolescente se afasta de amigos e familiares, é um indicador relevante. Alterações significativas nos padrões de sono, como insônia ou sono excessivo, e mudanças drásticas nos hábitos alimentares, como perda ou aumento de apetite, também são preocupantes.

Uma queda acentuada no desempenho escolar, antes inexistente, pode sinalizar dificuldades. Outros sinais de alerta incluem irritabilidade intensa e frequente, além de falas ou comportamentos que remetem à morte ou à falta de esperança no futuro. Esses indicadores, quando persistentes, precisam ser avaliados por um profissional de saúde mental.

Onde Buscar Ajuda Especializada e de Urgência

Para o atendimento em saúde mental infantojuvenil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A porta de entrada para o cuidado pode ser a Atenção Básica ou os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Em situações de urgência e emergência, como tentativas de suicídio ou risco imediato à vida, os serviços de pronto atendimento como UPAs e prontos-socorros, além do SAMU (192), estão disponíveis 24 horas por dia. O SAMU pode ser acionado gratuitamente pelo número 192 para atendimento pré-hospitalar e orientação.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) também oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, a qualquer hora. O CVV é um canal para quem precisa conversar e desabafar, mas é importante ressaltar que não substitui o atendimento médico em emergências de saúde mental.

A Importância do Atendimento Contínuo e Familiar

O Hospital Geral de Taipas, por exemplo, conta com uma ala de psiquiatria infantojuvenil com 16 leitos para quadros graves. As internações, quando necessárias, são de curta duração e visam garantir a segurança do paciente em momentos críticos. A psiquiatra Bruna Laursen ressalta que, após a alta, é fundamental garantir a continuidade do cuidado, com o envolvimento da família e da rede de apoio no acompanhamento do paciente.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo trabalha no fortalecimento da RAPS através de capacitações e programas voltados à assistência em saúde mental. O objetivo é assegurar que crianças e adolescentes em sofrimento recebam o suporte necessário para superar suas dificuldades e ter uma vida plena.

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