Quinta-feira, 29 de Outubro de 2026 às 23:35
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Sarampo: Alerta da Saúde de SP revela complicações graves no cérebro, audição, visão e pulmões, vacinação é a chave

Sarampo pode causar danos neurológicos, auditivos e visuais permanentes, alerta Secretaria de Saúde de SP

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo emitiu um alerta sobre as graves complicações que o sarampo pode desencadear, ressaltando que, embora a maioria dos infectados se recupere, a doença pode deixar sequelas permanentes. Crianças pequenas são as mais vulneráveis a esses impactos, que podem afetar significativamente a qualidade de vida.

Entre os riscos mais preocupantes estão alterações neurológicas, comprometimento da audição e da visão, além de problemas pulmonares. Estes últimos podem aumentar a predisposição a novas infecções e causar dificuldades respiratórias, conforme aponta o órgão de saúde paulista.

A vacinação surge como a principal e mais eficaz forma de prevenção contra o sarampo e suas devastadoras consequências. Manter o calendário vacinal atualizado é fundamental para proteger a população, especialmente os mais jovens, contra essa doença potencialmente perigosa, conforme informação divulgada pela Secretaria de Saúde de São Paulo.

Complicações neurológicas podem incluir encefalite e PESS

Durante a fase aguda da infecção, uma das complicações mais temidas é a **encefalite**, uma inflamação no cérebro. Essa condição pode manifestar-se através de convulsões, alterações no nível de consciência, confusão mental e dificuldades na fala. O infectologista Ralcyon Teixeira, diretor da Divisão Médica do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, explica que o sistema imunológico em desenvolvimento das crianças as torna mais suscetíveis a essas complicações.

O médico ressalta que, mesmo com a recuperação da maioria dos pacientes, algumas sequelas podem ser **permanentes**, especialmente em crianças muito novas. O comprometimento neurológico, alterações cognitivas, perda auditiva e visuais são exemplos dessas sequelas. O sistema respiratório também pode ser afetado, levando a maior propensão a novas infecções e falta de ar.

Uma complicação ainda mais rara, porém extremamente grave, é a **panencefalite esclerosante subaguda (PESS)**. Esta doença neurológica progressiva pode se manifestar anos após a infecção inicial pelo vírus do sarampo, com alguns casos apresentando os primeiros sinais até uma década depois do contágio.

Acompanhamento pediátrico é crucial para crianças que tiveram sarampo

Crianças que já contraíram sarampo necessitam de acompanhamento pediátrico contínuo. Este monitoramento é essencial para avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor ao longo dos anos. É importante observar se marcos como engatinhar, andar e as primeiras palavras ocorrem dentro do esperado para a faixa etária.

Posteriormente, o acompanhamento deve focar na detecção de possíveis dificuldades de aprendizado. A avaliação periódica permite identificar precocemente qualquer sinal de sequela e intervir, caso necessário, garantindo o melhor desenvolvimento possível para a criança.

Vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo

A **vacinação** é a ferramenta mais poderosa para prevenir o sarampo. A Secretaria de Saúde de São Paulo reforça a importância de pais e responsáveis conferirem a caderneta de vacinação das crianças e garantirem que todas as doses recomendadas para cada faixa etária estejam em dia. A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

As doses são indicadas da seguinte forma: a primeira aos 12 meses de idade, e a segunda aos 15 meses. Para pessoas de 15 meses a 29 anos, são recomendadas duas doses com intervalo mínimo de 30 dias. Indivíduos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose registrada, e trabalhadores da saúde precisam de duas doses, independentemente da idade.

Para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias em municípios específicos como Capital, São Bernardo do Campo, Guarulhos e Santo André, a chamada **dose zero** da vacina tríplice viral está disponível. Essa dose é adicional e não substitui as doses previstas no calendário regular, sendo fundamental que a criança receba as doses subsequentes aos 12 e 15 meses.

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