PT entra com representação no TSE contra Flávio Bolsonaro por desinformação sobre urnas eletrônicas
A Federação Brasil da Esperança (Fé Brasil), composta pelo PT, PV e PCdoB, protocolou nesta quarta-feira (22) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro. O motivo é a divulgação de informações falsas sobre o funcionamento das urnas eletrônicas no país.
A ação surge após o senador, que é pré-candidato à Presidência, afirmar que as urnas eletrônicas brasileiras foram produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic. Essa informação já foi oficialmente desmentida pelo TSE, que busca combater a disseminação de notícias falsas sobre o processo eleitoral.
Os advogados da federação solicitaram ao TSE a aplicação de uma multa no valor de R$ 30 mil contra Flávio Bolsonaro. Além disso, pedem que o tribunal determine a remoção de todas as postagens que associam a empresa Smartmatic ao sistema eletrônico de votação brasileiro, considerando a descontextualização dos fatos.
Aliados de Flávio Bolsonaro também são citados na ação
A representação da Fé Brasil não se limita apenas ao senador Flávio Bolsonaro. A federação incluiu na ação outros aliados políticos que, segundo eles, também propagaram desinformação. Entre os citados estão o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), a deputada federal Júnia Zanata (PL-SC) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
De acordo com a federação, esses parlamentares teriam articulado a disseminação de informações falsas com o objetivo de questionar a integridade do sistema eletrônico de votação brasileiro. Eles basearam suas alegações em um documento divulgado em 10 de julho pelo governo norte-americano.
Documento sobre Venezuela é descontextualizado, diz PT
A federação argumenta que o documento americano, que trata de eleições na Venezuela entre 2004 e 2020, foi utilizado de forma descontextualizada pelos citados. Segundo os partidos, as conclusões apresentadas no documento não possuem qualquer relação com o processo eleitoral brasileiro, mas essa circunstância teria sido deliberadamente omitida ou distorcida nas manifestações públicas dos representados.
“Não há nenhuma referência ao sistema eleitoral brasileiro. O documento estadunidense e suas conclusões, sejam lá quais forem, não dizem respeito ao Brasil em nenhum aspecto, porém, essa circunstância é deliberadamente omitida ou descontextualizada pelos representados em suas manifestações públicas”, afirmou a federação em nota.
A Agência Brasil buscou contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro para obter um retorno sobre a representação e aguarda manifestação. O espaço permanece aberto para que os citados possam se pronunciar sobre as acusações.
