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Pai de Henry Borel Pede Anulação do Julgamento de Monique Medeiros: “Contradição Interna no Veredito”

Pai de Henry Borel busca anulação do julgamento de Monique Medeiros após perdão judicial

Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, entrou com um recurso para anular a decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe da criança. A juíza Elizabeth Louro concedeu o perdão em 4 de junho, após o júri desclassificar a acusação de homicídio intencional para homicídio culposo e condenar Monique por tortura por omissão.

A magistrada justificou a decisão, considerando que Monique já sofreu um castigo severo e criticou a “reação desproporcional da sociedade”, classificando-a como discriminatória. Monique foi sentenciada a 1 ano e 4 meses de detenção, pena considerada cumprida devido à prisão preventiva.

A defesa de Leniel Borel argumenta que houve contradições no veredito do júri, que inicialmente reconheceu a autoria e materialidade atribuídas a Monique, mas depois votou em quesitos que parecem incompatíveis com essa conclusão. Conforme informação divulgada pelo portal G1, a defesa alega que o perdão judicial impede a identificação clara da vontade dos jurados, requerendo um novo júri.

Argumentos da Defesa de Leniel Borel

O advogado de Leniel Borel, Cristiano da Rocha Medina, destacou que os jurados já haviam reconhecido a responsabilidade de Monique. No entanto, a sequência da votação apresentou quesitos cujas respostas geraram uma “contradição interna no veredito”, comprometendo a interpretação da decisão soberana dos jurados. A defesa requer a anulação do julgamento e a realização de um novo júri para garantir que a decisão reflita de forma inequívoca a vontade dos jurados.

Posição do Ministério Público

O promotor de Justiça Fábio Vieira, que atuou no júri, informou que o Ministério Público também recorreu da decisão. A argumentação é que, em uma primeira avaliação, Monique foi considerada responsável pela morte dolosa de Henry, e, portanto, deveria ter sido condenada por homicídio doloso. O MP entende que a aplicação do perdão judicial não foi correta neste contexto.

Recurso da Defesa de Jairinho

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry, também apresentou recurso. A defesa alega parcialidade da juíza Elizabeth Machado Louro, citando críticas do Ministério Público e da assistência de acusação ao perdão judicial de Monique. Caso o julgamento de Monique seja anulado por vícios, a defesa de Jairinho argumenta que o mesmo entendimento deve ser aplicado ao seu caso, pedindo um novo júri sem as supostas nulidades apontadas.

Defesa de Monique Medeiros Defende o Veredito do Júri

Os advogados de Monique Medeiros ressaltaram a importância do Tribunal do Júri como garantia constitucional, com a soberania dos veredictos sendo um princípio assegurado pela Constituição. Em nota, eles afirmam que o julgamento foi pautado na análise das provas, dentro das regras do procedimento do júri popular. A defesa reiterou que Monique não praticou agressões contra o filho e que seu “maior erro foi não conseguir perceber, a tempo, a violência que ela e seu filho sofriam”. A morte de Henry é considerada uma tragédia irreparável para todos os envolvidos.

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