Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026 às 20:36
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ONU aprova resolução contra embargo dos EUA a Cuba: apoio cai após campanha americana; Brasil vota a favor

ONU rejeita embargo dos EUA a Cuba após intensa campanha americana; Brasil volta a apoiar o fim das sanções

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, nesta quarta-feira (28), uma resolução que condena o embargo unilateral imposto pelos Estados Unidos contra Cuba. A votação, que já se tornou uma tradição anual na ONU, registrou 130 votos favoráveis ao fim do bloqueio, que perdura por quase 27 anos consecutivos e tem suas raízes em décadas anteriores.

Apesar da ampla maioria, o apoio à resolução foi o menor registrado em 30 anos. Este resultado é atribuído a uma intensa campanha diplomática liderada pelos Estados Unidos, que buscou convencer países aliados a votarem contra ou a se absterem da medida. A pressão americana visou diminuir o isolamento diplomático em torno da política de embargo à ilha caribenha.

A resolução contra o embargo americano a Cuba já foi submetida à votação da Assembleia Geral da ONU por 33 vezes. O primeiro pleito, em 1992, contou com o apoio de apenas 59 nações. O ápice do apoio ocorreu entre 2015 e 2017, durante o governo de Barack Obama, quando 191 países votaram a favor do fim do bloqueio, refletindo um período de reaproximação entre os EUA e Cuba.

O Brasil e o embargo a Cuba

Historicamente, o Brasil tem se posicionado a favor do fim do embargo a Cuba na ONU. No entanto, o país registrou exceções durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2019, o Brasil votou contra a resolução, e em 2021 e 2022, optou pela abstenção, marcando um distanciamento da posição tradicional brasileira.

Crise humanitária e econômica em Cuba

O embargo econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba teve início em 1960, como retaliação à revolução cubana de 1959. Ao longo das décadas, o bloqueio gerou profundos impactos na economia e na vida da população cubana. Recentemente, sob a administração de Donald Trump, as sanções foram intensificadas, agravando ainda mais a crise econômica.

A intensificação das sanções resultou em severa escassez de bens essenciais em Cuba. O país enfrenta dificuldades no fornecimento de energia, combustíveis e gás de cozinha. Além disso, a falta de medicamentos e serviços básicos afeta diretamente a população, que lida com um aumento significativo na inflação, que cresceu 25% este ano em comparação com 2025, segundo dados divulgados.

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