Segunda-feira, 03 de Agosto de 2026 às 09:03
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Mulheres Vão às Ruas em Massa Pressionar Câmara por PL da Misoginia: “Brasil Sem Ódio Digital contra Mulheres”

Mulheres em Mobilização Nacional pelo PL da Misoginia: Um Grito Contra o Ódio Digital

O movimento Levante Mulheres Vivas convocou neste domingo (2) cidadãos em diversas cidades brasileiras para uma grande manifestação. O objetivo principal é pressionar a Câmara dos Deputados pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 896/2023, conhecido como PL da Misoginia. A iniciativa busca incluir crimes motivados por misoginia no rol de punições por discriminação e preconceito.

O projeto, que já obteve aprovação no Senado, aguarda em regime de urgência o despacho do presidente da Câmara, Arthur Lira, para ser votado em plenário. A proposta altera a Lei 7.716/1989, estabelecendo penas de dois a cinco anos de reclusão para crimes de misoginia. Estes são definidos como a prática, indução ou incitação à violência, restrição de direitos ou ofensa à dignidade da mulher, especificamente por sua condição feminina.

A proposta também visa incluir a condição de mulher no artigo que trata de injúria, reforçando a proteção contra ofensas à dignidade em razão de raça, cor, etnia e procedência nacional. As mobilizações deste domingo abrangem cidades como Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, entre outras, demonstrando a amplitude do apoio à causa. Conforme informações divulgadas pelo Levante Mulheres Vivas, a mobilização parte da sociedade civil, incluindo movimentos feministas e homens que não admitem o avanço do feminicídio e do ódio contra mulheres.

A Urgência do PL da Misoginia na Luta Contra a Violência de Gênero

Rachel Ripani, cofundadora do Levante Mulheres Vivas, destacou a importância da mobilização social. “É uma mobilização que vem da sociedade civil, é uma manifestação que vem das mulheres, do movimento feminista, mas também de homens”, afirmou. Ela ressaltou que o discurso de ódio digital contra mulheres tem se tornado perigoso para toda a sociedade, justificando a urgência na aprovação do projeto.

O PL da Misoginia busca criar um texto claro e objetivo para impedir a violência digital e coibir ainda mais o feminicídio. A tramitação no Congresso tem sido focada em alcançar um consenso entre os parlamentares. A iniciativa visa proteger mulheres e adolescentes de conteúdos nocivos, como ensinamentos sobre estupro coletivo e a promoção de concursos de nudez falsa em escolas.

Desafios e Expectativas na Aprovação do PL da Misoginia

Ripani mencionou que houve dúvidas iniciais, como a preocupação da bancada evangélica sobre a liberdade de expressão em púlpitos. Contudo, ela esclareceu que o objetivo não é impedir opiniões, mas sim barrar a prática de crimes e garantir a proteção das mulheres. “É urgente a gente falar disso para mulheres, mas também para os adolescentes”, alertou.

Com faixas e cartazes exibindo mensagens como “Brasil sem misoginia” e “Mulheres vivas”, os manifestantes ocupam locais estratégicos nas cidades. A expectativa é que o presidente da Câmara pauta o PL da Misoginia logo após a retomada das sessões plenárias deliberativas, prevista para a semana de 10 de agosto. Esta é vista como uma oportunidade crucial antes das eleições para sensibilizar os líderes políticos.

Um Olhar Para o Futuro e a Importância do Voto Consciente

“É a nossa última chance antes das eleições, para entender se a gente consegue, de fato, sensibilizar com as ruas esses líderes que estão bloqueando que o PL seja pautado”, concluiu Ripani. A mobilização busca também expor publicamente a posição dos deputados que buscam a reeleição, permitindo que o eleitorado saiba de que lado estão em relação a essa importante pauta de proteção às mulheres.

A reportagem da Agência Brasil buscou contato com a assessoria do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, mas até o momento da publicação não obteve resposta. O espaço permanece aberto para manifestação do parlamentar sobre o andamento do PL da Misoginia.

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