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Mulher acusada de vender netas é presa em operação que também levou à detenção de piloto da Latam

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta segunda-feira (data) uma mulher de 55 anos acusada de vender as próprias netas de 10, 12 e 14 anos, no contexto de uma rede de exploração sexual infantil; no mesmo desdobramento da investigação, um piloto da Latam, de 60 anos, foi detido dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, apontado como líder do esquema.

Segundo a polícia, a avó teria recebido pagamentos para permitir os abusos cometidos pelo piloto, investigado por estupro de vulnerável e produção e compartilhamento de pornografia infantil. Outra mulher, mãe de uma das vítimas, também foi presa em flagrante por armazenar e divulgar imagens da própria filha.

As prisões ocorreram durante a Operação Apertem os Cintos, que cumpriu oito mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária em São Paulo e Guararema. De acordo com o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), as investigações começaram em outubro do ano passado.

A diretora do DHPP, a delegada Ivalda Aleixo, afirmou que os indícios apontam o piloto como líder da organização criminosa há pelo menos oito anos, mantendo contato direto com vítimas e utilizando documentos de terceiros para facilitar os crimes. Até o momento, dez vítimas foram identificadas, mas a polícia apura a existência de dezenas de outras após a análise do material apreendido, inclusive fora do estado de São Paulo.

A investigação segue em andamento para identificar novos envolvidos, mapear a rede de compartilhamento e garantir a proteção das vítimas.

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