Segunda-feira, 12 de Outubro de 2026 às 11:37
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Lula na Paulista: Milhares em Ato pela Democracia e Críticas ao “Tesouraço” de Bolsonaro

Avenida Paulista vibrante: Lula lidera ato massivo pela reeleição e democracia, criticando planos econômicos.

A Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco de um grande ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (11). A manifestação, denominada Marcha Pela Democracia, reuniu milhares de pessoas e contou com a presença do próprio candidato.

Organizado de forma independente por movimentos sociais, fandoms de artistas pop, torcidas organizadas de futebol e entidades LGBT+, o evento demonstrou a ampla base de apoio à candidatura de Lula.

Durante o evento, Lula abordou temas cruciais para o país, incluindo a votação no Senado sobre a escala de trabalho 6×1 e as propostas econômicas de seu adversário, Flávio Bolsonaro. As informações são de cobertura jornalística sobre o evento.

Semana decisiva e a escala 6×1 no Senado

Em entrevista à imprensa antes do ato, Lula declarou que a semana seria decisiva para a eleição presidencial. Ele destacou a votação no Senado sobre o fim da escala 6×1, prevista para quarta-feira (14). Segundo o presidente, a votação provará se o partido de seu adversário apoiará os trabalhadores com dois dias de descanso ou manterá a jornada de seis dias de trabalho.

Lula também criticou a tentativa da oposição de adiar a votação para depois do segundo turno, classificando a manobra como uma tentativa de enganar o povo. Ele afirmou que a data já está marcada e que a oposição deve demonstrar coragem para votar a favor ou contra a proposta.

Críticas ao “Tesouraço” e a proposta de Segurança Pública

O presidente voltou a questionar o corte de gastos anunciado por seu adversário, Flávio Bolsonaro, apelidado de “tesouraço”. Lula alertou que a medida poderia prejudicar os mais pobres e aposentados, comparando-a às políticas de Javier Milei, presidente da Argentina, que poderiam levar o país à miséria.

Ele ressaltou que o governo não permitirá que o Brasil retorne a uma situação de miséria. Lula também mencionou o avanço da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública no Congresso Nacional, que visa criar o Ministério da Segurança Pública.

Com a nova pasta, o governo federal poderá atuar de forma mais direta no combate à criminalidade, garantindo proteção aos cidadãos e prisão para os criminosos, uma intervenção que, segundo Lula, a Constituição não permite atualmente.

Discurso focado na gestão passada e no futuro

Em seu discurso, realizado em cima de um carro de som em frente ao MASP, Lula criticou duramente a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente a gestão da pandemia de Covid-19. Ele relembrou momentos difíceis, como pessoas morrendo asfixiadas e o descaso com a ciência e a medicina.

O candidato destacou as realizações de sua própria gestão na área da educação, citando o aumento de 4,8 milhões para 26 milhões de brasileiros com diploma universitário no mercado de trabalho. Lula prometeu uma revolução nas áreas de tecnologia e segurança, com a meta de alcançar 50 a 100 milhões de pessoas com ensino superior.

Apelo contra a abstenção e atos em outros estados

Lula também comentou a alta abstenção no primeiro turno das eleições, que atingiu 21,08%. Ele fez um apelo especial para que os eleitores acima de 70 anos compareçam às urnas, argumentando que eles têm filhos, netos e a pátria para cuidar, e não podem permitir que “bandidos voltem a governar o país”.

Apoiadores do PT realizaram atos semelhantes em outros estados no mesmo dia. Manifestações ocorreram em Alagoas, no Rio de Janeiro, em Niterói, Belo Horizonte, Goiânia, Salvador e Brasília, reforçando o pedido pelo fim da escala 6×1 e o apoio à candidatura de Lula.

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