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Lula defende diversificação comercial com a Índia como resposta ao protecionismo global e amplia acordos estratégicos

Brasil e Índia fortalecem laços comerciais e estratégicos em resposta ao protecionismo global

Oito novos acordos foram firmados entre Brasil e Índia neste sábado (21), sinalizando um avanço significativo nas relações bilaterais. As novas parcerias abrangem áreas cruciais como terras raras, minerais críticos, mineração para a cadeia de suprimentos do aço e cooperação entre micro, pequenas e médias empresas (PMEs).

A iniciativa, celebrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua visita oficial à Índia, é vista como uma resposta direta ao crescente protecionismo e unilateralismo comercial que marcam o cenário internacional atual. Lula destacou que a diversificação e a conectividade são chaves para a resiliência econômica.

Esses acordos, muitos deles na forma de memorandos de entendimento que formalizam intenções antes de contratos definitivos, visam alinhar objetivos e promover um comércio mais robusto e colaborativo entre as duas nações. Conforme divulgado, o presidente brasileiro celebrou o dia como “muito promissor para a Índia e para o Brasil”.

Diversificação comercial como escudo contra o protecionismo

Em seu discurso no Encontro Empresarial Brasil-Índia, em Nova Deli, Lula enfatizou a importância da conectividade e da diversificação comercial como estratégias essenciais para enfrentar o recrudescimento do protecionismo. Ele ressaltou que, em um mundo cada vez mais interconectado, a resiliência se constrói através de parcerias sólidas e amplas.

“No mundo de hoje, a conectividade e a diversificação comercial viraram um sinônimo de resiliência diante do recrudescimento do protecionismo e do unilateralismo comercial”, afirmou Lula, diante de mais de 300 empresas brasileiras presentes no evento. A declaração reforça a visão brasileira de um comércio internacional baseado na cooperação e no respeito mútuo.

Acordos estratégicos e o futuro das relações bilaterais

Os acordos assinados cobrem uma gama diversificada de setores, demonstrando a amplitude da cooperação entre Brasil e Índia. Entre os memorandos de entendimento, destacam-se a cooperação no campo de elementos de terras raras e minerais críticos, a colaboração na mineração para a cadeia de suprimentos do aço, e o fortalecimento da parceria no setor de micro, pequenas e médias empresas.

Outros acordos incluem a cooperação em parcerias digitais, acesso a bibliotecas digitais de conhecimento tradicional, vigilância sanitária e o uso de certificados eletrônicos de origem. A Declaração Conjunta sobre Parceria Digital para o Futuro também foi firmada, indicando um compromisso com a inovação e a tecnologia.

Crescimento comercial e a meta de US$ 20 bilhões

A visita de Lula à Índia ocorre em um momento de forte crescimento nas relações comerciais. Em 2025, o comércio bilateral atingiu o recorde de US$ 15 bilhões, um aumento de 25,5% em relação ao ano anterior. Brasil e Índia estabeleceram a meta ambiciosa de alcançar US$ 20 bilhões em comércio até 2030.

“Nosso comércio bilateral saltou de US$ 2,4 bilhões para US$ 15 bilhões. É um grande crescimento, mas é muito pouco diante do tamanho da Índia e do tamanho do Brasil”, ponderou o presidente Lula, indicando o potencial ainda inexplorado entre as duas economias. As negociações para a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial Mercosul-Índia são consideradas uma prioridade para intensificar ainda mais essa relação.

Próximos passos: Coreia do Sul e a busca por parcerias estratégicas

Após a visita à Índia, o presidente Lula segue para a Coreia do Sul, onde buscará fortalecer ainda mais as parcerias estratégicas e comerciais. A agenda na Ásia visa consolidar o Brasil como um ator relevante no cenário global, promovendo o desenvolvimento econômico e a cooperação internacional.

A viagem representa um esforço contínuo do governo brasileiro em expandir suas relações diplomáticas e comerciais, buscando diversificar mercados e fortalecer alianças em um contexto global desafiador. A busca por um arcabouço comercial mais abrangente e ambicioso com a Índia e a ampliação da parceria com a Coreia do Sul são passos fundamentais nessa estratégia.

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