Michelly Vieira, para a Agência Brasil
A quarta edição do leilão do programa Eco Invest Brasil foi um sucesso estrondoso, liberando impressionantes R$ 13,2 bilhões para investimentos em bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura no país. Um marco significativo, com mais da metade desse valor, aproximadamente R$ 9 bilhões, destinado especificamente para projetos na Amazônia Legal.
Os dados foram divulgados conjuntamente pelos Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e pelo Ministério da Fazenda, por meio do Tesouro Nacional, em um evento realizado em São Paulo. A iniciativa, anunciada durante a COP30, demonstra o compromisso com a transição ecológica e o desenvolvimento de novas cadeias produtivas.
O leilão atraiu a participação de oito grandes instituições financeiras, incluindo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, BTG Pactual e Santander. A demanda por recursos catalíticos superou as expectativas, totalizando mais de R$ 7,1 bilhões, com potencial para mobilizar mais de R$ 29 bilhões em investimentos gerais. Conforme informação divulgada pelos Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e pelo Ministério da Fazenda, por meio do Tesouro Nacional.
Capital catalítico impulsiona investimentos verdes
O resultado prático do leilão foi a homologação de R$ 3,1 bilhões em capital catalítico da linha principal. Esse montante, proveniente de instituições como ABC Brasil, Banco do Brasil, Bradesco e BTG Pactual, tem o poder de viabilizar cerca de R$ 13,2 bilhões em investimentos totais. Deste valor, impressionantes R$ 7,2 bilhões são oriundos de captação internacional, evidenciando o interesse global em projetos sustentáveis brasileiros.
Eco Invest: um modelo inovador de finanças mistas
O programa Eco Invest Brasil opera sob a modalidade de blended finance, uma estratégia que combina recursos públicos com capital privado. O objetivo é mitigar riscos e atrair investidores, tornando projetos mais viáveis e rentáveis. O capital catalítico, nesse contexto, atua reduzindo custos e riscos, abrindo portas para investimentos privados em larga escala.
O Tesouro Nacional, por exemplo, concede empréstimos a instituições financeiras a uma taxa de juros de apenas 1% ao ano. Em contrapartida, exige que cada real emprestado pelo governo seja acompanhado por, no mínimo, três reais de capital privado. Desses, pelo menos 60% devem vir de investidores estrangeiros, garantindo uma alavancagem significativa dos recursos públicos.
Um futuro sustentável impulsionado por investimentos
Criado para facilitar a atração de investimentos privados estrangeiros, o Eco Invest Brasil é peça fundamental do Plano de Transformação Ecológica do Brasil. O plano visa promover um novo modelo de desenvolvimento econômico, mais inclusivo e sustentável, combinando instrumentos financeiros inovadores com a atração de investimentos de longo prazo.
Com os quatro leilões já realizados, voltados para transição energética, recuperação de terras degradadas e bioeconomia, o programa já mobilizou mais de R$ 140 bilhões. E o futuro promete ainda mais: na manhã desta segunda-feira (25), foi lançado o 5º leilão do programa, focado em inovação e projetos de fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde, biomateriais e circularidade de resíduos. A expectativa é movimentar mais de R$ 50 bilhões com esta nova edição.
