Sexta-feira, 11 de Setembro de 2026 às 11:05
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Fim da “Taxa das Blusinhas”: Compras Internacionais de até US$ 50 Ficam Isentas de Imposto de Importação no Brasil

Novas Regras para Compras Internacionais: Isenção de Imposto para Compras de até US$ 50 Sancionada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (10), uma nova lei que altera significativamente a tributação de compras internacionais realizadas pela internet. A medida extingue a chamada “taxa das blusinhas”, zerando o imposto de importação de 20% para compras de até US$ 50 (aproximadamente R$ 257) enviadas por remessas postais.

Esta legislação simplifica a tributação para consumidores que adquirem produtos de plataformas estrangeiras. Além da isenção para valores menores, o texto também prevê a redução da alíquota de 60% para 30% para mercadorias com valor total de até R$ 3 mil por remessa.

A decisão visa beneficiar consumidores que realizam compras de menor valor e que não possuem acesso a bens importados mais caros. Conforme declaração do presidente Lula, a medida representa uma “reparação” para pessoas que não viajam ao exterior e buscam adquirir itens menores. A informação foi divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR).

Detalhes da Nova Legislação e Seus Impactos

A nova lei, originada da Medida Provisória (MP) 1.357 editada em maio deste ano e aprovada pelo Congresso, estabelece que o Ministério da Fazenda poderá ajustar as alíquotas do imposto de importação. Essa flexibilidade permite ao governo adaptar a tributação às condições econômicas e aos objetivos fiscais do país.

A norma também autoriza a aplicação de um tratamento tributário diferenciado, que dependerá do meio de importação e da adesão da plataforma de vendas a um programa de conformidade da Receita Federal. A Secom-PR informou que o governo poderá implementar limites, como quantidade e frequência de compras, além de mecanismos para coibir o fracionamento artificial de remessas e o uso do regime simplificado para fins comerciais.

Medicamentos e Avaliação Periódica da Medida

Uma das alterações importantes incluídas no texto aprovado pelo Congresso foi a isenção do imposto de importação para medicamentos que não possuem versão similar disponível no Brasil. Esta inclusão garante maior acesso a tratamentos para os cidadãos.

O relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF) também previu a realização de uma avaliação periódica dos efeitos econômicos da isenção proposta pelo Ministério da Fazenda. Essa análise deverá contar com a participação de setores empresariais de vestuário, calçados, acessórios, brinquedos e cosméticos, e o regime tributário diferenciado passará por uma avaliação anual do Congresso Nacional.

Oposição de Empresários Nacionais e Argumentos do Governo

A proposta da “taxa das blusinhas” enfrentou resistência de setores empresariais nacionais, que argumentam que a isenção gera “concorrência desleal” com empresas estrangeiras, especialmente da China. Eles temem que a medida coloque em risco empregos no Brasil, ao baratear produtos importados.

No entanto, durante a cerimônia de sanção, o presidente Lula defendeu a isenção, argumentando que o governo não avalia que a medida cause prejuízos significativos às empresas nacionais. “É uma coisinha tão insignificante que não vale a pena alguém dizer que causa prejuízo, que causa desemprego, que vai causar problema no comércio”, afirmou o presidente.

Entendendo a “Taxa das Blusinhas” e a Nova Lei

A expressão “taxa das blusinhas” se popularizou para se referir ao imposto de importação sobre compras de pequeno valor feitas em sites internacionais. Antes da sanção, a tarifa era de 60% sobre o valor do produto, o que tornava a aquisição de itens como roupas e eletrônicos menos vantajosa.

Com a nova lei, a tributação para compras de até US$ 50 foi completamente zerada, representando um alívio para o bolso de muitos consumidores. Para valores entre US$ 50 e US$ 3 mil, a alíquota caiu de 60% para 30%, tornando essas compras mais acessíveis.

A regulamentação detalhada, incluindo os limites de frequência e quantidade de compras, bem como os mecanismos de controle para evitar fraudes e uso comercial indevido, será definida pelo governo. O objetivo é garantir que a isenção beneficie o consumidor final e não seja explorada para fins de revenda em larga escala.

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