USD ... | EUR ... | PETR4 R$ 37,24 ▼ -1,38% | VALE3 R$ 84,82 ▲ 0,59% | ITUB4 R$ 33,50 ▲ 1,12% | B3SA3 R$ 12,40 ▼ -0,45% | BBAS3 R$ 56,90 ▲ 0,22% | IBOV 127.000 pts ▼ -0,80% | BTC R$ 340.000 ▲ 2,00% | JA Money Acompanhe em tempo real
ADVERTISEMENT

Exportações Brasileiras para EUA Caem 14% em Maio: Brasil Busca Novos Mercados e China Amplia Liderança

Queda nas exportações brasileiras para os Estados Unidos em maio levanta debates sobre mudanças estruturais no comércio exterior.

As exportações do Brasil para os Estados Unidos registraram uma queda de 14% em maio deste ano, comparado ao mesmo período de 2025. Este recuo, divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), intensifica a tendência de diminuição nas vendas para o mercado americano desde agosto do ano passado, quando tarifas foram impostas pelo governo de Donald Trump.

Apesar da retração, o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, pondera que os números atuais ainda não são suficientes para afirmar que houve uma mudança estrutural na relação comercial entre os dois países. Ele aponta que os fluxos de comércio exterior levam tempo para se ajustar e que a composição da pauta de exportações, com muitos produtos como commodities e alimentos, pode influenciar a volatilidade.

Brandão ressaltou que a taxa de redução das exportações para os EUA tem diminuído nos últimos meses. Em outubro de 2025, a queda foi de 35%, seguida por 26% em janeiro. Em fevereiro, a redução foi de 20%, em março e abril de 10%, culminando nos 14% de maio. As informações foram divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Comércio Bilateral em Maio Apresenta Déficit

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Mdic revelam que o comércio bilateral com os Estados Unidos perdeu força em maio. As exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 3,09 bilhões, uma queda de 14%. Já as importações provenientes dos EUA foram de US$ 3,21 bilhões, com retração de 11%. Isso resultou em um déficit comercial de US$ 121 milhões para o Brasil em maio.

No acumulado de janeiro a maio, a situação se mantém com um déficit comercial de US$ 1,47 bilhão. As exportações para os EUA nesse período caíram 16%, totalizando US$ 14,01 bilhões, enquanto as importações recuaram 12,6%, somando US$ 15,48 bilhões. A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras também diminuiu, caindo de 12% em maio de 2025 para 9,7% em maio deste ano.

China Consolida Posição como Principal Parceiro Comercial

Enquanto as exportações para os Estados Unidos diminuem, a China amplia sua relevância como principal destino das vendas brasileiras. Em maio, as vendas para o gigante asiático cresceram 9,5%, alcançando US$ 10,5 bilhões, com importações avançando 24,2% para US$ 6,8 bilhões. Isso gerou um superávit comercial de US$ 3,7 bilhões para o Brasil no mês.

No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, as exportações para a China somaram US$ 43,26 bilhões, um aumento de 21,8%. As importações da China foram de US$ 30,76 bilhões, com alta de 4,1%. O superávit comercial com a China atingiu expressivos US$ 15,5 bilhões. A participação chinesa na pauta exportadora brasileira subiu de 32,1% para 32,9% no período.

Setor de Energia e Commodities Impulsionam Saldo Comercial

O forte desempenho de produtos ligados ao setor de energia e commodities tem sido crucial para o saldo comercial positivo do Brasil. O conflito no Oriente Médio, segundo Herlon Brandão, diretor do Mdic, influenciou o avanço das exportações de combustíveis derivados de petróleo. Os choques de oferta elevaram os preços internacionais, impulsionando o valor exportado pelo Brasil.

Em maio, as exportações de óleos combustíveis apresentaram um crescimento de 75,2% em volume e 49,8% em valor. No entanto, o petróleo bruto registrou queda de 9,3% em valor e 42,1% em volume, movimento considerado pontual pelo Mdic e não relacionado ao imposto de exportação. Brandão destacou a competitividade brasileira e a continuidade dos investimentos na produção de petróleo, citando a entrada de uma nova plataforma em operação em fevereiro.

No geral, nos primeiros cinco meses de 2026, o Brasil acumulou um superávit comercial de US$ 32,662 bilhões, superando os US$ 24,33 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. Este resultado positivo é impulsionado principalmente pelo aumento das exportações para a China e pelo desempenho robusto de commodities e produtos do setor de energia.

Menu