Domingo, 04 de Outubro de 2026 às 11:38
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Estreito de Ormuz Fechado: Irã Exige Cumprimento de 7 Condições para Reabertura Após Tensão com EUA

Irã define condições inflexíveis para reabrir o Estreito de Ormuz, gerando incerteza no mercado energético mundial.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou neste domingo (4) que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que sejam atendidas as sete exigências estabelecidas por Teerã em um acordo provisório com os Estados Unidos. A declaração, veiculada pela mídia estatal iraniana, intensifica as tensões e a preocupação global sobre a segurança do tráfego marítimo em uma das rotas mais importantes para o comércio de petróleo.

A proposta iraniana, apresentada durante a Assembleia Geral da ONU, sugere a reabertura da via navegável e o restabelecimento da passagem marítima normal em até sete dias, desde que as condições sejam cumpridas. Os Estados Unidos responderam à proposta na semana passada, através de intermediários do Catar, mas o Irã parece insatisfeito com o andamento das negociações, sinalizando que o tempo para exigências unilaterais americanas chegou ao fim.

O Irã busca um retorno a um entendimento anterior, firmado em junho, mas com melhorias significativas e medidas concretas, especialmente em relação ao programa nuclear. A divergência principal, segundo uma autoridade envolvida nas negociações, reside na sequência das ações, e não nos componentes do plano em si. O Catar tem desempenhado um papel crucial como mediador, transmitindo mensagens entre Washington e Teerã na tentativa de pôr fim ao conflito e garantir a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde transitava cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito mundial antes do recente conflito iniciado por ataques dos EUA e de Israel ao Irã.

Irã mantém posição firme sobre as sete condições

Mohammad Baqer Qalibaf, principal negociador do Irã, reiterou a posição clara e firme do país: “A posição da República Islâmica do Irã é totalmente clara e firme, e o Estreito de Ormuz não será reaberto até que nossas sete condições, baseadas no Memorando de Entendimento de Islamabad, sejam cumpridas”. Ele enfatizou que os EUA precisam entender que o período de prolongamento do processo diplomático e de imposição de exigências unilaterais acabou, sinalizando uma nova fase nas negociações.

Respostas dos EUA e a questão nuclear

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que Teerã já esclareceu suas posições gerais aos EUA por meio de mediadores, mas que ainda há pontos adicionais a serem comunicados. O porta-voz Esmaeil Baghaei declarou que as propostas americanas estão “mais ou menos alinhadas com suas posições anteriores, especificamente sobre a questão nuclear”. Ele ressaltou que o foco do Irã nesta fase é a questão do Estreito de Ormuz e que o retorno à segurança na via navegável exige “medidas claras por parte dos EUA”.

Negação de negociações nucleares diretas

Baghaei também negou veementemente que Teerã tenha oferecido inspeções em suas instalações nucleares à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em troca de alívio das sanções americanas. Ele afirmou que o Irã não iniciou negociações nucleares diretas com Washington, reforçando que as discussões atuais se concentram nas exigências para a reabertura do Estreito de Ormuz e na segurança marítima da região.

Detalhes do acordo provisório e o papel do Catar

O documento em discussão descreve um período de sete dias para a construção de confiança, visando levar ambas as partes de volta a uma versão aprimorada do memorando de entendimento de junho. Este acordo incluiria medidas concretas sobre o programa nuclear do Irã. O Catar tem sido fundamental na transmissão de mensagens entre Washington e Teerã, atuando como um elo essencial para tentar resolver o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz, uma artéria vital para o fluxo de energia global antes do recente conflito.

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