Dólar retorna para acima dos R$ 5, impactando o mercado financeiro brasileiro
Na volta do feriado, o mercado financeiro brasileiro testemunhou um dia de volatilidade. O dólar comercial encerrou a sessão cotado a R$ 5,023, registrando uma alta de 0,74% e voltando a ultrapassar a marca psicológica de R$ 5. Este movimento ocorreu mesmo com a moeda americana em queda no cenário internacional.
A bolsa brasileira, o Ibovespa, também sentiu o impacto, fechando em queda de 1,04%, aos 206.887,52 pontos. O recuo foi influenciado por ajustes após os recordes históricos alcançados na semana anterior e pela cautela dos investidores diante do cenário eleitoral em meio à disputa presidencial.
Esses dados foram divulgados com base em informações da Reuters, que acompanhou de perto as movimentações do mercado. A análise aponta para uma combinação de fatores internos e externos moldando o comportamento das principais variáveis econômicas do país.
Dólar em alta apesar do cenário externo favorável
O avanço do dólar no mercado brasileiro contrastou com o movimento no exterior. O índice do dólar, que mede sua força frente a uma cesta de seis moedas importantes, estava em queda de 0,74% no mesmo período. Essa divergência reforça a influência dos fatores domésticos sobre a moeda americana no Brasil.
Investidores no Brasil estiveram atentos às pesquisas eleitorais divulgadas ao longo do dia. O ambiente de incerteza política gerado pela disputa presidencial contribuiu significativamente para a valorização do dólar e para a cautela no mercado cambial.
Um fato relevante do dia foi o cancelamento, pelo Banco Central, de um leilão regular de rolagem de swap cambial. A operação, que ofertaria 50 mil contratos com vencimento em 3 de novembro, foi suspensa devido a um problema técnico, adicionando um elemento de surpresa às operações do dia.
Ibovespa recua com ajustes e incertezas eleitorais
O Ibovespa encerrou o pregão com uma desvalorização de 1,04%, após oscilar durante o dia. O volume financeiro negociado somou R$ 45,63 bilhões, indicando uma atividade intensa, mas com viés de realização de lucros por parte dos investidores.
A queda na bolsa foi impulsionada por uma estratégia de ajuste nas posições dos investidores, que buscaram embolsar os ganhos recentes após o índice atingir máximas históricas. O cenário eleitoral e o desempenho das bolsas internacionais também pesaram na decisão de venda.
Em Nova York, os principais índices apresentaram cautela, com quedas em ações de empresas de semicondutores e a repercussão dos resultados trimestrais de grandes bancos americanos. O S&P 500, por exemplo, fechou em leve queda de 0,02%.
Mercado de petróleo em direções opostas e projeções da Opep
Os contratos futuros de petróleo apresentaram movimentos divergentes. O Brent para dezembro caiu 0,9%, fechando a US$ 105,69 por barril, enquanto o WTI para novembro, negociado nos Estados Unidos, subiu 0,43%, alcançando US$ 94,14 por barril.
A volatilidade no setor de petróleo foi influenciada por avaliações sobre o aumento da oferta russa e tensões geopolíticas no Oriente Médio. Investidores monitoraram os desdobramentos da guerra na Ucrânia e as tensões envolvendo a Arábia Saudita e rebeldes houthis no Iêmen.
Em seu relatório mensal, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve a previsão de aumento de 600 mil barris por dia na oferta de países fora do grupo em 2026. Para 2027, a organização elevou em 200 mil barris por dia a projeção de crescimento da demanda global.
