Domingo, 19 de Julho de 2026 às 07:51
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Dólar R$ 5,11 com Tensão Global: Bolsa Estável Ignora Guerra no Oriente Médio e IA; Petrobras Sobe com Petróleo

Dólar sobe para R$ 5,11 e bolsa fica estável em dia de tensão global

O cenário econômico nesta sexta-feira foi marcado pela volatilidade, com o dólar fechando em leve alta a R$ 5,111 frente ao real. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos, ficando praticamente estável. O dia foi dominado pela escalada do conflito no Oriente Médio e pelo pessimismo em torno de empresas de inteligência artificial, influenciando negociações em todo o mundo.

Apesar da aversão ao risco global, o avanço expressivo nas cotações do petróleo amenizou as perdas da moeda brasileira. Este movimento também sustentou as ações da Petrobras, mas não foi suficiente para impedir a queda modesta da bolsa brasileira, que registrou um recuo de 0,06%, encerrando o dia aos 173.714,08 pontos.

Conforme informação divulgada pela Reuters, o petróleo Brent disparou quase 5%, atingindo US$ 88,10 o barril, enquanto o WTI subiu 4,48%, a US$ 82,49. Esses números refletem o receio de novas interrupções na oferta de energia devido à intensificação dos conflitos, o que pode pressionar a inflação global e as decisões de política monetária das principais economias.

Câmbio sob pressão: Dólar se fortalece com aversão ao risco

O dólar acompanhou o fortalecimento da moeda estadunidense diante das divisas de países emergentes, em uma sessão dominada pela busca por ativos considerados mais seguros. A intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã elevou a procura por esses investimentos, favorecendo a moeda norte-americana.

A divisa chegou a atingir o pico de R$ 5,133 no início da tarde, mas perdeu força e encerrou o dia com uma alta de 0,24%. Na semana, a variação foi praticamente nula, e em julho, o dólar acumula uma queda de 1% frente ao real. Apesar do cenário externo desfavorável, o real apresentou um desempenho superior ao de outras moedas emergentes, beneficiado pelo aumento dos preços do petróleo, que melhora a perspectiva para os termos de troca do Brasil.

Bolsa brasileira resiste, mas perde fôlego com juros e IA

O Ibovespa encerrou a sexta-feira com uma leve queda de 0,06%, marcando a primeira perda semanal em um mês. O índice chegou a operar em alta durante parte do pregão, mas perdeu força à medida que os juros futuros avançaram e as ações ligadas ao consumo começaram a liderar as perdas do mercado.

O desempenho positivo da Petrobras, impulsionado pela valorização do petróleo, foi um fator importante para limitar as perdas do principal índice da B3. Em contrapartida, ações de bancos recuaram em bloco, e empresas dos setores de varejo, construção civil e educação figuraram entre as maiores baixas do dia.

Mercados globais em alerta com Geopolítica e Tecnologia

Além da tensão geopolítica no Oriente Médio, investidores acompanharam dados da desaceleração da atividade econômica brasileira em maio e os efeitos do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. No cenário internacional, a queda acentuada nas ações de fabricantes de chips e empresas ligadas à inteligência artificial também pressionou os mercados globais, reforçando o movimento de migração para ativos de menor risco.

Petróleo em alta: Conflito eleva preços e preocupações globais

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte alta impulsionados pela intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã e pelo aumento das preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. O barril do tipo Brent avançou 4,59%, encerrando o dia a US$ 88,10, e o WTI subiu 4,48%, a US$ 82,49. Ambas as referências acumulam valorização próxima de 16% na semana, refletindo o receio de novos choques de oferta e pressões inflacionárias globais.

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