Domingo, 02 de Agosto de 2026 às 09:16
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Dólar em Julho: Moeda Americana Sobe no Último Dia, Mas Acumula Queda de 1,82% Frente ao Real; Ibovespa Avança Quase 3,5%

Dólar fecha em leve alta, mas registra expressiva queda mensal em julho, impulsionado por fatores econômicos brasileiros.

Na sexta-feira, 31 de julho, o dólar apresentou uma pequena alta de 0,13%, alcançando R$ 5,069. Essa valorização pontual refletiu a busca dos investidores por segurança em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio e um cenário internacional de fortalecimento da moeda americana. Contudo, o resultado mensal foi significativamente diferente, com o dólar acumulando uma queda de 1,82% em julho.

Apesar da instabilidade diária, o mês de julho foi positivo para o real brasileiro. A moeda nacional se beneficiou da alta expressiva nos preços do petróleo, que avançou mais de 20% no período, da entrada de investimentos estrangeiros e dos juros ainda elevados no Brasil, que continuam atraindo capital para operações de carry trade. Esses fatores, em conjunto, ajudaram a impulsionar a desvalorização da divisa americana.

O pregão da sexta-feira também foi marcado por um atraso considerável na abertura dos mercados da B3, a bolsa brasileira, devido a um problema técnico. A falha, que durou mais de duas horas, afetou a infraestrutura de pós-negociação, mas, segundo a bolsa, não houve indícios de ataque cibernético e o impacto na trajetória dos ativos ao longo do dia foi considerado irrelevante. As informações foram divulgadas pela Reuters.

Ibovespa encerra julho com ganhos e recupera patamares importantes

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou a sexta-feira em alta de 0,47%, atingindo 177.999 pontos. Este foi o maior fechamento do índice desde 14 de maio, demonstrando uma recuperação após um período de quedas. O índice acumulou um ganho de 3,47% no mês de julho, interrompendo uma sequência de quatro meses consecutivos de perdas.

A valorização do Ibovespa em julho foi impulsionada, em parte, pela forte alta dos preços do petróleo, dada a relevância do setor de commodities para a economia brasileira. Além disso, o fluxo positivo de investimentos estrangeiros e os juros altos no país continuam a atrair capital para a bolsa, contribuindo para o desempenho positivo do índice.

Nos Estados Unidos, os mercados acionários também apresentaram avanços, impulsionados por resultados corporativos positivos e indicadores econômicos que reforçaram o apetite dos investidores por ativos de risco. O desempenho americano, por sua vez, pode ter influenciado o comportamento dos investidores no Brasil.

Petróleo dispara em julho com escalada de tensões no Oriente Médio

O preço do petróleo registrou uma forte alta em julho, com o barril do Brent avançando 23,5% e o WTI subindo 21,8%. Essa valorização expressiva foi diretamente influenciada pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. Relatos de interceptação de navios-tanque e novos ataques na região aumentaram a percepção de risco para o fornecimento global de petróleo.

A escalada do conflito no Oriente Médio gerou preocupações sobre possíveis restrições ao transporte de petróleo na região, o que contribuiu para a alta dos preços. Os investidores também aguardavam a reunião da Opep+, onde os próximos níveis de produção da commodity seriam discutidos, adicionando volatilidade ao mercado.

Fatores que sustentaram o real em julho e a perspectiva para o dólar

Apesar da alta pontual do dólar no último dia de julho, a desvalorização acumulada de 1,82% reflete um cenário favorável ao real. A valorização do petróleo, como exportador do produto, o fluxo de investimento estrangeiro e os juros brasileiros elevados foram pilares importantes para essa performance.

O dólar, por sua vez, acompanhou a valorização da moeda americana no mercado internacional, num ambiente de maior aversão ao risco. As falas de dirigentes do Federal Reserve sobre a possibilidade de elevação de juros nos EUA e a busca por ativos considerados mais seguros globalmente também deram sustentação à divisa americana.

Apesar da volatilidade diária, a tendência de queda do dólar em julho, de 1,82%, indica uma força relativa do real no período. Este ano, a divisa americana acumula uma queda de 7,73% frente ao real, demonstrando um movimento de enfraquecimento consistente da moeda dos Estados Unidos em relação à brasileira ao longo de 2026, segundo dados compilados pela Reuters.

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