Dólar em queda e Ibovespa em alta: mercado reage a cenário externo e eleitoral
O mercado financeiro brasileiro experimentou um dia de forte alívio nesta sexta-feira (21), com o dólar comercial fechando em R$ 5,142, seu menor patamar em pouco mais de dez dias. Paralelamente, a bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, registrou um expressivo avanço de quase 2%, encerrando a semana em território positivo.
Essa movimentação favorável foi impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo o enfraquecimento da moeda americana no exterior, as expectativas em torno do cenário eleitoral no Brasil e um maior apetite dos investidores por ativos considerados de maior risco.
O cenário de otimismo geral no mercado, tanto doméstico quanto internacional, contribuiu para a valorização do real frente ao dólar. Conforme divulgado por fontes de mercado, o movimento reflete um momento de maior confiança e busca por rendimentos em economias emergentes.
Câmbio respira aliviado com dólar mais fraco globalmente
O dólar comercial à vista recuou 1%, atingindo R$ 5,142 ao final do pregão. Este valor representa o menor nível de fechamento desde 10 de agosto, e na semana, a moeda americana acumulou uma queda de 1,53%. O enfraquecimento do dólar no exterior foi um dos principais vetores dessa queda.
A moeda dos Estados Unidos atingiu seu menor nível em três meses globalmente, em parte devido às expectativas sobre as operações de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos EUA. O índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, apresentou queda, indicando um movimento de desvalorização da moeda americana.
A perspectiva de uma maior liquidez no mercado de títulos públicos americanos favoreceu divisas de países emergentes, como o real brasileiro, que se destacou entre as moedas com melhor desempenho no dia, ao lado do peso chileno.
Ibovespa dispara e recupera perdas com fluxo estrangeiro e bancos
O Ibovespa, principal índice da B3, saltou 1,85%, fechando o pregão aos 171.031,73 pontos. Este foi o terceiro dia consecutivo de alta para o índice, que também alcançou seu maior nível desde 10 de agosto. Na semana, a bolsa brasileira acumulou uma valorização de 2,45%, amenizando as perdas registradas no início do mês.
As ações de bancos tiveram um papel crucial no sustentáculo do Ibovespa durante o pregão, demonstrando força e impulsionando o índice. O fluxo de recursos estrangeiros para a bolsa brasileira continua sendo um ponto de atenção para os investidores, embora dados recentes apontassem uma saída líquida em agosto.
Petróleo Brent acima de US$ 94 com tensões no Oriente Médio
Em um cenário distinto, o preço do petróleo Brent fechou em alta, cotado a US$ 94,39 por barril, acumulando uma valorização de 6,6% na semana. O barril do Texas (WTI) também avançou, terminando a sessão a US$ 87,06.
A continuidade das tensões no Oriente Médio, especialmente entre Estados Unidos e Irã, e as incertezas sobre o transporte de cargas pelo Estreito de Ormuz pressionaram os preços do petróleo para cima. O transporte marítimo na região permanece abaixo dos níveis anteriores ao conflito, alimentando temores sobre a oferta e o transporte internacional de petróleo.
