Dólar fecha abaixo de R$ 5 e tem a melhor semana em meses, enquanto tensões globais elevam o preço do petróleo.
O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana de forma agitada, com o dólar voltando a ser negociado abaixo da marca de R$ 5 pela primeira vez desde outubro. A moeda americana apresentou forte desvalorização, acumulando uma queda de 1,58% na semana, um alívio para a economia nacional.
Enquanto isso, o preço do petróleo Brent disparou mais de 3%, atingindo seu maior valor desde abril. O cenário internacional, marcado pelo agravamento das tensões no Oriente Médio, impulsionou os contratos futuros da commodity, refletindo preocupações com a oferta global.
A bolsa brasileira, o Ibovespa, também sentiu os efeitos do cenário, com um leve avanço no último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais. Investidores buscaram ajustar suas carteiras diante das incertezas políticas e dos movimentos no mercado internacional. Conforme informações divulgadas pelo g1, esses foram os principais destaques do dia e da semana.
Câmbio em Destaque: Dólar Recua e Moeda Brasileira Ganha Força
O dólar comercial encerrou a sexta-feira cotado a R$ 4,993, registrando uma queda de 0,92%. Durante o pregão, a moeda chegou a atingir a mínima de R$ 4,989, seu menor nível desde 9 de outubro. Na semana, a divisa acumulou uma desvalorização de 1,58% em relação ao real, revertendo parte das altas recentes.
Este movimento ocorreu no último pregão antes da decisão do segundo turno das eleições presidenciais. A performance do real foi notável, apresentando o melhor desempenho entre as principais moedas globais, mesmo com a valorização do dólar no exterior, medido pelo índice DXY.
Ibovespa Lidera Altas em Dia de Ajustes e Petroquímicas Brilham
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou a sexta-feira em alta de 0,47%, alcançando 205.082,56 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 30,7 bilhões. Apesar do avanço semanal, o índice registrou uma queda de 0,17% na semana, refletindo a cautela dos investidores com o cenário eleitoral.
As ações de petroleiras e mineradoras se destacaram, impulsionadas pela alta expressiva do petróleo e do minério de ferro no mercado internacional. O acumulado de outubro para a bolsa é positivo, com valorização de 10,06%.
Petróleo Dispara com Medo de Guerra e Ameaças no Oriente Médio
Os contratos futuros de petróleo registraram forte alta, com o Brent atingindo US$ 116,72 e o WTI chegando a US$ 103,27 o barril. O principal fator para essa escalada foi o aumento das tensões no Oriente Médio, com temores de novos confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
O Irã ameaçou responder a possíveis ataques com ofensivas contra bases militares e navios de guerra, elevando a preocupação com a segurança do fornecimento global. Conflitos entre houthis e Arábia Saudita também contribuíram para a instabilidade regional.
Mercado Reage a Geopolítica e Ajusta Posições
O cenário geopolítico no Oriente Médio adicionou uma camada extra de incerteza aos mercados. A possibilidade de interrupções no fornecimento de petróleo devido a conflitos na região levou a um aumento significativo nos preços da commodity.
Nos Estados Unidos, o Departamento de Energia anunciou medidas para estabilizar o abastecimento de combustíveis, diante de perdas nos estoques e possíveis interrupções no mercado, demonstrando a preocupação global com a oferta de energia.
