Sábado, 24 de Outubro de 2026 às 06:50
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Debate acirrado: Lula e Flávio Bolsonaro trocam farpas sobre bolsa-família, SUS e endividamento em sabatina na Globo

Candidatos à presidência trocam acusações e defendem propostas em acalorado debate na Globo

O embate entre os candidatos à presidência, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), no debate transmitido pela TV Globo, foi palco de intensas trocas de farpas e defesas de propostas. As discussões abordaram temas cruciais como políticas sociais, o Sistema Único de Saúde (SUS) e o endividamento das famílias brasileiras.

A polarização ficou evidente desde o início, com ambos os lados utilizando dados e exemplos para sustentar seus argumentos e, ao mesmo tempo, atacar a trajetória e as propostas do oponente. A dinâmica do debate evidenciou as diferentes visões sobre o futuro do país, com foco em quem melhor representa os interesses da população.

Apresentando dados e acusações, o confronto buscou conquistar o eleitorado indeciso, com cada candidato buscando se destacar na apresentação de soluções para os desafios nacionais. Conforme informação divulgada pela TV Globo, o debate foi marcado por momentos de alta tensão e pedidos de desculpas.

O embate sobre o “nove dedos” e a dignidade do trabalhador

Um dos momentos de maior constrangimento ocorreu quando Flávio Bolsonaro se referiu a Lula como “nove dedos”. O petista reagiu imediatamente, defendendo sua história de vida e o trabalho como torneiro mecânico, onde perdeu o dedo mínimo aos 17 anos. “Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos”, declarou Lula, exigindo um pedido de desculpas.

Flávio Bolsonaro, em seguida, pediu desculpas pela ofensa, mas logo retomou os ataques, questionando Lula sobre o aumento da população em situação de rua durante seu governo. Segundo dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, havia 365,8 mil pessoas nessa condição em dezembro de 2025, um aumento de 55% em relação a 2022.

Políticas sociais em foco: Bolsa Família e licença-maternidade

Lula questionou o voto de Flávio Bolsonaro contra a ampliação da licença-maternidade quando ele era deputado estadual. Flávio reconheceu seu voto, mas afirmou ter mudado de posição após se tornar pai, destacando a importância da mãe estar perto do filho. “Eu estava errado. Hoje, depois que eu casei, depois que eu tenho duas filhas, mais do que nunca, eu sei da importância da mãe estar perto do filho”, declarou.

O petista também criticou a forma como Flávio Bolsonaro se referia ao Bolsa Família, citando antigas postagens em redes sociais onde o chamava de “bolsa-farelo”. Lula classificou a atitude como “falta de respeito com o povo pobre desse país”. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro prometeu manter e ampliar os benefícios sociais, incluindo o Bolsa Família.

Endividamento e a dívida pública em debate

Flávio Bolsonaro questionou Lula sobre o endividamento das famílias brasileiras e a dívida pública, atribuindo ao governo os juros elevados. Ele citou uma dívida de R$ 11 trilhões, referente à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) do Brasil. O candidato do PL propôs usar a Caixa Econômica Federal para comprar e refinanciar dívidas bancárias.

Lula respondeu que a iniciativa de renegociar dívidas já havia sido enviada ao Senado por seu governo. Ele mencionou medidas de renegociação e perdão de dívidas já realizadas, incluindo uma operação de R$ 15 bilhões que beneficiou 4,5 milhões de pessoas.

SUS e a gestão da pandemia sob ataque

Lula criticou declarações atribuídas a membros da equipe econômica de Flávio Bolsonaro sobre a falta de investimento no SUS e a gestão da pandemia. “O SUS é o responsável por evitar que morresse mais gente da covid depois da responsabilidade do governo do pai dele”, afirmou Lula, criticando também a postura de Bolsonaro em relação à vacinação.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, prometeu manter e ampliar os investimentos no SUS, mas criticou a gestão atual, as filas de atendimento e o financiamento da saúde. Ele declarou que o foco será no combate à corrupção, à burocracia e aos impostos, e mencionou a necessidade de aumentar a tabela de procedimentos do SUS.

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