Carnaval SP 2025: Mocidade Unida da Mooca Estreia e Agremiações Tradicionais Desfilam na Primeira Noite
A primeira noite do Carnaval de São Paulo em 2025 promete agitar o Sambódromo do Anhembi com desfiles vibrantes e enredos que celebram a cultura e a história brasileira. A partir das 23h desta sexta-feira (13), a Mocidade Unida da Mooca faz sua estreia no grupo especial, abrindo os caminhos para uma maratona de sete escolas que se apresentarão ao longo da madrugada.
A programação segue com a última agremiação, a Barroca Zona Sul, com previsão de início para as 5h30 de sábado (14). Ao todo, 14 escolas disputarão o título neste fim de semana, e a tensão aumentará na terça-feira (17), quando as notas serão apuradas e duas escolas serão rebaixadas para o grupo de acesso.
Conforme informação divulgada, a sexta-feira de desfiles conta com a participação de escolas que já demonstraram força em anos anteriores, incluindo a campeã e a vice-campeã de 2025, que prometem apresentações memoráveis. A expectativa é de um espetáculo grandioso, com muita música, dança e a paixão do samba.
Mocidade Unida da Mooca Abre os Desfiles com Homenagem ao Instituto Gèlèdés
Abrindo a noite de celebrações, a Mocidade Unida da Mooca entra na avenida às 23h com o samba-enredo “Gèlèdés – Agbara Obinrin”. A escola homenageia o Instituto Gèlèdés, uma organização fundada por mulheres negras com foco em discussões sociais e raciais. A agremiação já tem histórico de homenagear figuras negras importantes, reforçando seu compromisso com a representatividade.
O samba-enredo traz versos como “Cada preta que passa por mim, Refaz o caminho de tantas Iyás, Faz levante, coletivo, irmandade, Ostenta o gueléd por igualdade”, destacando a força e a resistência feminina negra.
Colorado do Brás e Dragões da Real: Força Feminina e Resistência Indígena na Avenida
Logo em seguida, à 0h5, a Colorado do Brás apresenta “A Bruxa está solta – Senhoras do Saber Renascem na Colorado”, celebrando as mulheres como detentoras de sabedoria, solidariedade, rebeldia e força. A escola, que ficou em décimo lugar em 2025, busca inspiração em figuras femininas poderosas.
A Dragões da Real, sexta colocada em 2025 e a apenas dois décimos da campeã, desfila às 1h10 com “Guerreiras Icamiabas – Uma Lendária História de Força e Resistência”. O enredo mergulha na lenda das amazonas e na resistência dos povos nativos, com versos que ecoam “A saga renova a esperança, A coragem, hoje, é lança, Na ganância do invasor”.
Acadêmicos do Tatuapé e Rosas de Ouro: Lutas Sociais e o Cosmos na Pista
A Acadêmicos do Tatuapé, vice-campeã de 2025 com a mesma pontuação da campeã, se apresenta às 2h15 com “Plantar para Colher e Alimentar”. O samba-enredo aborda a reforma agrária e a importância da agricultura para a produção de alimentos, com trechos como “Mas a ganância por terra sem gente, Faz muita gente sem terra chorar!”.
Às 3h20, a Rosas de Ouro traz “Escrito nas Estrelas”, combinando o big bang, a astronomia e a astrologia. Apesar de punida com meio ponto a menos por atraso na entrega de documentos, a escola, que perdeu apenas 0,2 ponto em 2025, busca surpreender. O enredo explora o cosmos com versos como “De alma azul, com ascendente em rosa”.
Vai-Vai e Barroca Zona Sul: Memória Operária e Devoção a Oxum Encerrando a Noite
A Vai-Vai, a escola mais antiga e com mais títulos na elite paulistana, desfila às 4h35 com “A Saga Vencedora de um Povo Heroico no Apogeu da Vedete da Pauliceia”. O tema resgata a memória dos operários imigrantes e o início do cinema paulista, homenageando São Bernardo do Campo e os Estúdios Vera Cruz.
Encerrando os desfiles da primeira noite, a Barroca Zona Sul entra na avenida às 5h30 com “Oro Mi Maió OXUM”, uma homenagem ao orixá das águas doces. A escola representa os bairros do Jabaquara e da Saúde, trazendo a força da divindade com versos como “Eu vi Mamãe Oxum colhendo lírio, lírio ê, Colhendo lírio pra enfeitar o seu congá”.
