Domingo, 19 de Julho de 2026 às 07:52
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Brasil Reage a Taxas dos EUA: Ministro Durigan Afirma que Negociações Continuarão e Pix Não Está em Pauta

Brasil não deixará de negociar tarifas impostas pelos EUA, afirma Ministro Durigan

O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta sexta-feira (17) que o Brasil não aceitará passivamente as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Em resposta à taxação anunciada na quinta-feira (16), o governo brasileiro estuda medidas de reciprocidade, garantindo que as negociações continuarão e que o sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, não será objeto de discussão.

Durigan enfatizou que o termo “retaliação” não se aplica à postura brasileira. Em vez disso, o país se baseará em uma lei aprovada unanimemente pelo Congresso Nacional, que visa proteger os interesses nacionais contra ataques injustificados ou unilaterais de outras nações. A preocupação principal, segundo o ministro, é a estabilidade e a trajetória da economia brasileira.

“Estamos avaliando com cautela o processo de reciprocidade que o Congresso nos ofereceu para que a gente leve ao presidente. Isso não está sendo feito de maneira açodada, portanto não cabe falar em retaliação e a reciprocidade tem sido avaliada para ser usada na medida e no tempo correto”, explicou Durigan. Conforme informação divulgada pelo Ministro da Fazenda, a aplicação de tarifas de 25% pelo governo norte-americano é considerada injusta e prejudicial à relação bilateral.

Tarifas dos EUA são injustas e Brasil busca equilíbrio

O Ministro Dario Durigan classificou a imposição das novas tarifas pelos Estados Unidos como “injusta” e afirmou que o Brasil tem razão em sua argumentação econômica. Ele destacou que o Brasil possui um **déficit na balança comercial com os Estados Unidos**, o que significa que o país arca com custos para negociar com os norte-americanos, gerando superávit para eles. Essa situação, segundo o ministro, torna a tarifa ainda menos lógica sob a perspectiva americana.

Durigan ressaltou que o governo de Donald Trump desconsiderou o debate setorial e aplicou uma “espécie de punição geral ao Brasil”. Ele refutou os argumentos de práticas comerciais indevidas apresentados pelos EUA, classificando-os como “falsos” e possivelmente baseados em visões desatualizadas sobre o país.

“Como temos razão, a gente não pode baixar a cabeça. Temos que seguir fazendo um bom debate, um bom enfrentamento”, declarou o ministro, reafirmando o compromisso de negociar com os representantes dos Estados Unidos nos próximos meses. Ele pretende levar a insatisfação brasileira e os argumentos que demonstram o quão prejudicial a medida é para a relação bilateral.

Pix será preservado e não está em negociação

Em relação ao Pix, o Ministro Durigan foi categórico ao afirmar que o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro **não está em negociação**. Ele classificou a classificação do Pix como uma ameaça às relações comerciais pelo governo americano como um “ponto de conflito absurdo” e um “completo absurdo”.

“O Pix é uma infraestrutura brasileira e não é um concorrente de mercado. Inclusive é uma infraestrutura pública aberta. Ele ampliou as transações no Brasil”, explicou Durigan. Ele garantiu que o Pix será preservado como um serviço público oferecido aos brasileiros, pois sua discussão em uma mesa de negociação não faz sentido.

Argumento político eleitoral por trás das tarifas

Para o Ministro Durigan, é “evidente” que existe um **argumento político-eleitoral** por trás da taxação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil. Como os argumentos técnicos e econômicos favorecem o Brasil, o ministro acredita que a medida visa apenas benefícios eleitorais, prejudicando os interesses nacionais.

“Tem gente no Brasil que apoia esse tipo de medida contra o país para ter muleta eleitoral, para ter benefício eleitoral, o que joga contra os interesses nacionais”, criticou Durigan. Ele enfatizou que essa postura vai contra os interesses de empresas, trabalhadores e investidores, além de dificultar as exportações brasileiras para os Estados Unidos por “um capricho eleitoral”.

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