Brasil se consolida como potência agropecuária com abertura recorde de mercados e crescimento expressivo nas exportações.
Desde o início de 2023, o Brasil tem demonstrado uma força impressionante no cenário internacional de agronegócio. O país conseguiu abrir 700 novos mercados para seus produtos agropecuários, um feito notável que reflete a estratégia e a capacidade produtiva nacional. Esta expansão, que abrange 99 destinos distintos, incluindo países e blocos econômicos, visa consolidar a posição do Brasil como um dos maiores exportadores de alimentos do mundo.
O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André de Paula, destacou a magnitude desse resultado, comparando-o com gestões anteriores. Segundo ele, foram 700 aberturas de mercado contra 241 do governo anterior, evidenciando um avanço significativo na promoção comercial do setor. Essa iniciativa é crucial para diversificar as exportações e garantir o escoamento da produção nacional.
O sucesso brasileiro não se limita à abertura de novos mercados. O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio após quase 27 anos de negociações, já demonstra impactos positivos. As exportações brasileiras para o bloco europeu apresentaram um crescimento expressivo, segundo informações divulgadas pelo Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e pelo Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Acordo Mercosul-UE impulsiona exportações e fortalece comércio bilateral
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia foi um divisor de águas para as exportações brasileiras. Entre maio e setembro deste ano, houve um aumento de 30,7% nas exportações para o bloco europeu em comparação com o mesmo período do ano anterior. Essa performance robusta contribuiu para um crescimento de 20% nas exportações totais para a UE nos primeiros nove meses do ano, somando US$ 44,17 bilhões.
O Ministro Mauro Vieira ressaltou que o comércio bilateral entre os países do Mercosul e da União Europeia aumentou mais de US$ 6 bilhões desde a aprovação do tratado. Ele declarou que “As exportações brasileiras tiveram uma alta de 10,4% em 2026. Só o acordo Mercosul-União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das nossas exportações”.
Agroindústria como pilar da nova industrialização brasileira
O Ministro Márcio Elias Rosa enfatizou que o crescimento das exportações brasileiras não se restringe ao agronegócio, mas reconheceu a importância central do setor. Ele afirmou que “É a pungência do setor privado e a capacidade do setor privado de expandir, sobretudo no agro. A missão número um da nova industrialização do Brasil envolve justamente a agroindústria”. O comércio exterior do país avançou, em média, 10,5% em um cenário internacional desafiador.
A capacidade de expansão das empresas nacionais e a atuação do governo na promoção do comércio exterior foram apontadas como fatores determinantes para esses resultados. A diversificação de relações comerciais com diferentes mercados demonstra a resiliência e a competitividade do produto brasileiro.
Projeções otimistas e metas ambiciosas para o agronegócio
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que o Brasil já exportou US$ 5,8 bilhões para os novos mercados abertos desde 2023. A projeção é ainda mais ambiciosa, com a expectativa de que as vendas para esses destinos alcancem US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos. Isso demonstra o potencial de crescimento contínuo do agronegócio brasileiro.
O Ministro André de Paula projeta que o Brasil encerre o ano como o maior exportador mundial de alimentos. Atualmente, o país está apenas US$ 2 bilhões abaixo dos Estados Unidos em exportações totais de alimentos. Essa meta reforça a importância estratégica do agronegócio para a economia brasileira.
Investimentos massivos e Plano Safra impulsionam a produção rural
Para sustentar esse crescimento, o governo federal tem realizado investimentos significativos no financiamento da produção rural. Por meio do Plano Safra, foram destinados mais de R$ 610 bilhões para a agricultura empresarial e familiar apenas no plano atual. Em toda a gestão Lula, o investimento ultrapassou R$ 1 trilhão, demonstrando a prioridade conferida ao agronegócio brasileiro.
O Ministro André de Paula também citou a recente autorização da China para a exportação brasileira de miúdos suínos, como mais um exemplo de novas oportunidades de mercado para produtos agropecuários nacionais. Essas ações conjuntas, entre governo e setor privado, solidificam o Brasil como um player fundamental no abastecimento alimentar global.
