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Brasil Cria 85,9 Mil Vagas em Abril: Setor de Serviços Lidera, mas Criação de Empregos Diminui 62,3% Frente a Março

Criação de Empregos Formais em Abril: Um Panorama Detalhado das Vagas e Setores

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgou que o Brasil gerou 85.888 postos de trabalho com carteira assinada em abril. Este número representa a diferença entre as contratações e as demissões no período, oferecendo um termômetro da saúde do mercado de trabalho formal no país.

Apesar do saldo positivo, os dados apontam para uma desaceleração significativa na criação de empregos. O indicador de abril foi 62,3% menor em comparação com março, quando o país havia registrado a abertura de 227.974 vagas. A queda também é expressiva quando comparada a abril do ano passado, com uma redução de 63,9%, refletindo os desafios impostos pelos juros elevados e pela desaceleração da economia brasileira.

Analisando o histórico recente, o resultado de abril deste ano é o segundo pior desde 2020, superando apenas o mesmo mês de 2020, que sofreu o impacto inicial da pandemia de Covid-19 com um fechamento massivo de vagas. As informações foram divulgadas conforme apurado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Desempenho dos Setores: Serviços Lideram a Geração de Vagas

A análise setorial revela que três dos cinco principais ramos de atividade econômica apresentaram saldo positivo na criação de empregos formais em abril. O setor de Serviços se destacou, com a abertura de 69.601 postos. A Construção Civil também contribuiu positivamente, gerando 23.525 novas vagas, seguida pela Indústria, que criou 9.256 empregos.

Por outro lado, dois setores registraram mais demissões do que contratações. A Agropecuária fechou 8.378 postos de trabalho, e o Comércio, tradicionalmente mais fraco em abril, eliminou 8.114 vagas. No caso da agropecuária, o fim da safra de soja e a desmobilização de cultivos como maçã e laranja explicam parte das demissões.

Destaques Setoriais e Regionais na Criação de Empregos

Dentro do setor de Serviços, os segmentos de saúde humana e serviços sociais foram os principais motores, respondendo por 18.150 vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio também apresentou um desempenho positivo, com a abertura de 12.235 vagas. Na Construção Civil, os serviços especializados para a área foram os que mais geraram empregos, com 8.745 vagas, seguidos pela construção de edifícios, com 7.397 postos.

A indústria teve como destaque a fabricação de álcool, com 4.522 vagas, além do abate e fabricação de produtos de carne (+2.333) e a fabricação de automóveis (+1.849). Todas as cinco regiões do Brasil apresentaram saldo positivo na geração de empregos formais em abril, com destaque para a Região Sudeste, que liderou com 44.545 postos. São Paulo (+20.202), Rio de Janeiro (+11.741) e Minas Gerais (+8.991) foram os estados com maior saldo positivo.

Acumulado Anual e Total de Trabalhadores com Carteira Assinada

No acumulado de janeiro a abril deste ano, o Caged registrou uma queda de 23,4% no número de vagas formais em comparação com o mesmo período de 2025. Foram criadas 699.762 vagas nos primeiros quatro meses de 2026, contra 913.827 no mesmo período do ano anterior. Esses dados incluem ajustes de declarações entregues fora do prazo pelos empregadores.

Com a geração de novas vagas em abril, o número total de trabalhadores com carteira assinada no Brasil alcançou 47.810.425 pessoas. Este número representa um crescimento de 0,18% em relação a março e de 2,26% quando comparado a abril do ano passado, demonstrando a resiliência do mercado de trabalho formal, apesar das flutuações mensais.

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