Quarta-feira, 14 de Outubro de 2026 às 19:35
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Bolsonaristas Zombam da Memória de Marielle Franco em Ato no Rio, Filha Repudia: “Violência Política”

Bolsonaristas ofendem Marielle Franco em ato na PUC-Rio, gerando revolta e repúdio

Um ato político em frente à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) nesta terça-feira (13) se tornou palco de ofensas à memória da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. A manifestação, que reuniu apoiadores do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), ocorreu um dia após a universidade proibir eventos político-partidários em seu campus até o fim das eleições.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram participantes do ato proferindo frases desrespeitosas sobre o assassinato da vereadora. Em um dos registros, um homem em um carro de som disse: “Marielle está com papai do céu”, acrescentando, em seguida, “ou no colo do capeta”.

A repercussão das falas foi imediata, com familiares de Marielle Franco e apoiadores de outros candidatos repudiando veementemente os ataques. O episódio reacende a dor e a indignação em torno do crime político que chocou o país, demonstrando a persistência da violência política e da desinformação.

Filha de Marielle classifica ofensas como “violência política”

Luyara Franco, filha de Marielle Franco, utilizou as redes sociais para defender a memória de sua mãe e classificar as ofensas como um ato de violência política. Em um vídeo divulgado, ela afirmou com clareza: “Zombar do assassinato de Marielle Franco não é opinião. Não é debate. Não é liberdade de expressão. É violência política”.

Luyara ressaltou que transformar o assassinato de sua mãe em motivo de deboche é um ato de desrespeito profundo à sua história, à sua família e à luta de tantas pessoas que continuam clamando por justiça. Ela descreveu Marielle como uma mulher brilhante, cientista social formada pela PUC-Rio, pesquisadora e parlamentar dedicada à defesa dos direitos humanos, que pensava e trabalhava para transformar o Brasil.

Deputada eleita Anielle Franco reitera resistência e apoio a estudantes

A irmã de Marielle, a deputada federal eleita Anielle Franco (PT), também manifestou seu apoio aos estudantes que se posicionaram contra as ofensas. Anielle lembrou sua própria ligação com a PUC-Rio, onde estudou, e sua atuação como professora, afirmando: “A gente sabe o lado certo da história, que a gente está. A gente está aqui para dizer que a gente resiste”.

As falas em desagravo à memória de Marielle Franco durante o ato bolsonarista contrastam com a postura de respeito e admiração que muitos nutrem pela vereadora. A troca de ofensas entre os grupos presentes evidenciou a polarização política e a dificuldade de diálogo em momentos sensíveis como este.

O brutal assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

O crime que vitimou Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, ocorreu em março de 2018, quando o carro em que estavam foi alvejado no centro do Rio de Janeiro, logo após a vereadora sair de um ato político. O caso chocou o Brasil e se tornou um símbolo da violência política no país.

Em 2024, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, confessos assassinos de Marielle e Anderson, foram condenados. As investigações posteriores também levaram à condenação de Domingos Brazão, então conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Ronald de Paula, major da Polícia Militar, e Robson Calixto, ex-policial militar, por envolvimento no crime.

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