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Bloco Bafo da Onça celebra 70 anos com desfile histórico em Santa Teresa e novidades para o Carnaval do Rio

Bafo da Onça faz 70 anos em grande estilo em Santa Teresa, celebrando a tradição e a renovação do carnaval carioca

O Bloco Bafo da Onça, uma das mais antigas agremiações carnavalescas do Rio de Janeiro, celebrou seus 70 anos com um desfile especial e emocionante em Santa Teresa, nesta segunda-feira de Carnaval. A mudança para as ladeiras do charmoso bairro marcou um novo capítulo na rica história do bloco, que agora mira o futuro com energia renovada e importantes parcerias.

Com uma tradição que remonta a 1956, o Bafo da Onça se consolidou como um símbolo do carnaval de rua e da cultura popular carioca. A celebração de seus 70 anos em Santa Teresa não foi apenas uma festa, mas um reencontro com as raízes e uma demonstração de força e resiliência, especialmente após o incêndio que atingiu sua sede em 2020.

A novidade deste ano, além da nova casa, foi a estreia de uma bateria com mais de 100 ritmistas, um espetáculo sonoro que contagiou os foliões. Outro ponto alto foi a parceria inédita com o Cacique de Ramos, um bloco que, apesar de ter sido um rival no passado, hoje se une ao Bafo da Onça em prol da festa e da valorização do carnaval de rua. Conforme informação divulgada pela fonte, o Bafo da Onça é o segundo bloco em atividade mais antigo do Rio de Janeiro, atrás apenas do Cordão da Bola Preta.

Santa Teresa: um retorno às origens e um novo lar para o bloco

A escolha de Santa Teresa como palco para as comemorações de 70 anos foi vista pelos integrantes como um retorno às origens. Roberto Saldanha, o Capilé, presidente do bloco há mais de 50 anos, expressou sua emoção em desfilar no bairro: “Isso aqui para mim é um sonho. Eu tô no meu quintal. Eu tô em casa. Aqui a gente conhece todo mundo. Não tem nada de confusão, problema, aqui a gente só quer brincar”, declarou.

Rafa Manso, que há quatro anos desfila como a icônica “oncinha” do bloco, compartilhou a alegria da mudança: “É uma alegria muito grande. Todos os outros anos foram na Avenida Chile. A primeira vez em Santa Teresa traz muita alegria e muita coisa boa”, afirmou. A “oncinha” é descrita como uma personagem central, que mostra a força e a garra do bloco.

Rainha e a força feminina no Bafo da Onça

Entre os destaques do cortejo em Santa Teresa, estava Chelen Verlink, Rainha do Bafo da Onça. Sua trajetória no bloco é um exemplo de como a agremiação é vista como uma família. Chelen começou como princesa aos 13 anos e hoje, aos 27, ostenta a coroa de Rainha. “A gente vai crescendo junto com o bloco”, explicou.

Ela ressaltou a importância do bloco em sua vida: “Minha mãe sempre gostou e o presidente me fez esse convite. Desde então, venho participando ativamente. O Bafo sempre foi um bloco família para mim”, complementou, evidenciando a união e o legado familiar que o bloco representa.

Parceria com Cacique de Ramos: união que fortalece o carnaval

A parceria com o Cacique de Ramos foi um dos pontos altos da celebração. A aproximação entre os blocos começou em 2025, com a apresentação da roda de samba do Cacique na quadra do Bafo. “Na realidade, nós nunca fomos rivais. Nós somos irmãos. Eles trazem uma ala para desfilar com a gente. Carnaval é festa”, reforçou Saldanha.

A união entre blocos tradicionais foi celebrada pelos foliões. Luana Brito, que veio de Bangu para acompanhar o desfile, elogiou a iniciativa: “Essa parceria é perfeita. A expectativa é que seja perfeito”. Para os integrantes, essa unificação é fundamental para atrair mais público e valorizar os blocos tradicionais do Rio de Janeiro.

Renovação e resiliência após o incêndio

O desfile de 70 anos também serviu para relembrar a reconstrução do Bafo da Onça após o incêndio que, em 2020, destruiu a sede histórica, levando instrumentos, fantasias e parte do acervo. Como parte desse processo de renovação, o bloco estreou uma nova bateria, com instrumentos adquiridos por meio de emenda parlamentar, demonstrando a capacidade de superação do grupo.

A celebração em Santa Teresa reafirmou a vocação do Bafo da Onça de ocupar o espaço público como um território de encontro, memória e festa, mantendo-se firme no circuito oficial do carnaval e inspirando outras agremiações a buscarem a união e a valorização da cultura popular.

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