Febre Amarela no ABC: Vacinação é Reforçada Após Identificação do Vírus em Primata
A confirmação da presença do vírus da febre amarela em um primata não humano na cidade de Santo André, região do ABC Paulista, elevou o nível de alerta das autoridades de saúde. Em resposta, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) anunciou a intensificação das ações de vigilância e vacinação em toda a área metropolitana.
A orientação é clara: moradores que ainda não foram imunizados devem procurar imediatamente uma unidade de saúde. A descoberta, divulgada no Boletim Epidemiológico do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), sinaliza um risco de transmissão do vírus em áreas de mata, parques e regiões próximas a corredores ecológicos.
Esses achados em primatas, que atuam como sentinelas da circulação viral, são cruciais para que as equipes de saúde identifiquem áreas de risco e ajam preventivamente. A vacinação segue sendo a principal e mais eficaz ferramenta de proteção contra a febre amarela, uma doença transmitida por mosquitos, com ciclos de transmissão silvestre e urbano.
Vacinação Ampliada em Santo André e Demais Cidades do ABC
Em Santo André, a vacina contra a febre amarela está recomendada para todos os munícipes a partir dos 6 meses de idade. Para bebês entre 6 e 8 meses, é oferecida a chamada “dose zero”, que não substitui as doses regulares do calendário vacinal. Idosos com 60 anos ou mais, gestantes e lactantes com bebês de até 6 meses também podem e devem se vacinar, após avaliação médica.
A mesma orientação se estende aos outros municípios do Grande ABC: São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Nessas cidades, a recomendação é de vacinação seletiva para pessoas a partir de 9 meses, focando em quem não tomou a vacina, tem o esquema incompleto ou reside, trabalha ou circula em áreas consideradas de risco.
São Paulo Registra Casos e Mortes por Febre Amarela em 2024
Neste ano, o estado de São Paulo já registrou nove casos confirmados de febre amarela em humanos, resultando em cinco mortes. É importante destacar que todos os pacientes que faleceram não possuíam histórico de vacinação contra a doença. A Secretaria Estadual de Saúde instrui as secretarias municipais a facilitarem o acesso à vacina, dispensando a necessidade de agendamento prévio e intensificando a busca ativa por pessoas não imunizadas.
A prioridade na imunização abrange moradores de áreas rurais, regiões de mata, entorno de parques e unidades de conservação, além de trabalhadores rurais, turistas e indivíduos com deslocamento frequente para locais com risco de transmissão do vírus. Pessoas que receberam a dose fracionada da vacina em 2018 devem verificar a necessidade de uma nova dose completa, especialmente se residem ou planejam viajar para áreas com circulação comprovada do vírus.
Entendendo a Febre Amarela: Transmissão e Sintomas
A febre amarela é transmitida pela picada de mosquitos infectados. No ciclo silvestre, os vetores comuns são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, e os primatas não humanos atuam como hospedeiros amplificadores do vírus. O ciclo urbano, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, não registra casos no Brasil desde 1942.
Os sintomas iniciais da doença incluem febre súbita, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção. O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde é: uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos para crianças; pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos devem tomar o reforço; indivíduos de 5 a 59 anos não vacinados recebem dose única; e quem foi vacinado com dose fracionada em 2018 precisa verificar a atualização da caderneta.
Para mais informações e esclarecimento de dúvidas sobre vacinação, o Governo de SP disponibiliza o portal “Vacina 100 Dúvidas” (www.vacina100duvidas.sp.gov.br), com respostas para as perguntas mais frequentes sobre o tema.
