Alckmin celebra adesão expressiva ao subsídio do diesel e projeta autossuficiência em 5 anos
O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou nesta segunda-feira (13) que apenas uma unidade da federação ainda não aderiu à proposta de subsídio ao diesel importado. A medida, parte de um esforço do governo federal para conter a alta dos combustíveis, tem o custo dividido entre a União e os estados participantes.
Apesar de não revelar qual estado é o único a não aderir, Alckmin demonstrou otimismo, afirmando que “De repente, a gente chega à unanimidade, aos 27”. Essa adesão expressiva demonstra a força do acordo para aliviar o bolso do consumidor.
O plano, que visa reduzir o preço do diesel em R$ 0,64 por litro durante dois meses, é resultado de uma colaboração entre os governos federal e estaduais. Conforme explicou Alckmin, a estratégia envolve a redução do ICMS pelos estados e um subsídio federal equivalente, conforme divulgado pelo vice-presidente.
Entenda o Mecanismo do Subsídio ao Diesel
A iniciativa para baratear o diesel foi detalhada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O governo federal já havia retirado o PIS/Cofins do diesel, e agora convida os estados a participarem da redução de preços. A proposta consiste em uma redução de **R$ 0,32 por litro** no ICMS por parte dos estados.
Em contrapartida, o governo federal oferece um subsídio de **mais R$ 0,32 por litro** para os estados que aderirem à redução do ICMS. Dessa forma, a população se beneficia com uma economia total de **R$ 0,64 por litro** durante o período de vigência do acordo, que é de dois meses. Alckmin ressaltou que a participação dos estados é voluntária, sem obrigatoriedade.
Rio de Janeiro e Rondônia Já Haviam Indicado Não Adesão
Há cerca de duas semanas, o próprio Geraldo Alckmin havia mencionado que os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia eram os que, naquele momento, indicavam não participar da proposta de subsídio ao diesel. A declaração do vice-presidente sugere que, desde então, houve avanços na negociação com outras unidades federativas.
Ainda que um estado permaneça fora do acordo, a **adesão de 26 estados** representa um marco significativo na busca por estabilidade nos preços dos combustíveis. O objetivo principal é **proteger o consumidor** dos impactos da volatilidade do mercado internacional e dos custos de importação.
Autossuficiência em Diesel: Um Futuro Próximo?
Olhando para o futuro, Geraldo Alckmin projetou que o Brasil poderá se tornar **autossuficiente na produção de diesel em cerca de cinco anos**. Essa projeção se baseia em estudos da Petrobras que indicam a possibilidade de zerar a importação de diesel com a conclusão de novas refinarias.
“A gente terminando as refinarias, a gente também ficar autossuficiente em diesel, mas não é a realidade hoje”, ponderou Alckmin. A **construção de novas refinarias** é vista como um passo crucial para reduzir a dependência externa e garantir a segurança energética do país no longo prazo, diminuindo a necessidade de subsídios futuros.
