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Absenteísmo preocupa e impacta atendimento na saúde de Arujá

Um dos pontos de atenção apresentados durante a audiência pública de prestação de contas da Saúde de Arujá foi o elevado índice de absenteísmo – situação em que pacientes faltam a consultas, exames ou procedimentos previamente agendados. O encontro aconteceu na tarde da última sexta-feira (29/05) na Câmara Municipal e trouxe os números da saúde referentes ao primeiro quadrimestre de 2026.

De acordo com os dados apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde, o índice de faltas chegou a 33% nas consultas agendadas. Entre os exames, o absenteísmo foi ainda maior, alcançando 43,3% dos procedimentos marcados. Nos exames de imagem, o percentual registrado foi de 32,31%.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Leonardo Santos dos Reis, as ausências comprometem a eficiência do sistema público de saúde, uma vez que horários reservados deixam de ser utilizados por outros pacientes que aguardam atendimento. O problema gera desperdício de recursos públicos, aumenta as filas de espera e dificulta o planejamento da rede municipal.

“Quando uma pessoa não comparece a uma consulta ou exame agendado e não comunica a ausência, quem perde é toda a população. São horários que poderiam ser utilizados por outros pacientes que estão aguardando atendimento. Por isso, pedimos que, caso não seja possível comparecer, o usuário avise a unidade de saúde para que possamos remanejar a vaga”, destacou o secretário.

A administração municipal reforçou o pedido para que os usuários comuniquem com antecedência eventuais impossibilidades de comparecimento, permitindo o remanejamento das vagas e o melhor aproveitamento dos serviços ofertados. A orientação também é para que a população mantenha os dados cadastrais atualizados junto às unidades de saúde, facilitando a confirmação dos agendamentos e reduzindo o número de faltas.

Combate à dengue e descarte correto de pneus
As ações de Vigilância em Saúde também tiveram destaque na prestação de contas. Entre janeiro e abril, o município promoveu o descarte ambientalmente adequado de 102 toneladas de pneus inservíveis.

A medida é considerada estratégica no combate à dengue, já que pneus abandonados acumulam água e se transformam em criadouros do mosquito Aedes aegypti. Além dos riscos à saúde pública, o descarte irregular também provoca impactos ambientais e favorece a proliferação de outros vetores e pragas urbanas.

Segundo a Secretaria de Saúde, as ações de vigilância, controle de vetores e conscientização da população seguem como prioridade para reduzir os casos de arboviroses e proteger a saúde dos moradores. “Arujá possui 39 oficinas particulares cadastradas. É fundamental que cada uma delas faça o descarte correto dos pneus inutilizados e estamos caminhando para regulamentar esta prática. Além de contribuir para o foco da dengue, o pneu descartado no meio ambiente demora mais de mil anos para ser decomposto”, alertou.

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