O número de mortos após os dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 188, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (25) por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional do país. Ao menos 1.520 pessoas ficaram feridas e 157 seguem desaparecidas.
As equipes de resgate trabalham em meio a prédios destruídos, ruas bloqueadas e áreas ainda sem energia. Segundo as autoridades venezuelanas, mais de 200 pessoas podem estar presas sob os escombros, especialmente nas regiões mais atingidas próximas à capital Caracas e ao litoral norte do país.
Os terremotos ocorreram na noite de quarta-feira (24), feriado nacional que marca o Dia da Batalha de Carabobo, uma das datas mais importantes da Venezuela. A celebração lembra a vitória das forças de independência lideradas por Simón Bolívar contra o exército espanhol.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro tremor teve magnitude 7,2 e atingiu a região noroeste da Venezuela, a cerca de 160 quilômetros de Caracas. Menos de um minuto depois, um segundo terremoto, ainda mais forte, de magnitude 7,5, foi registrado próximo à região de Yumare. O intervalo entre os dois abalos foi de apenas 39 segundos.
O tremor também foi sentido em países vizinhos, como a Colômbia. O Serviço Geológico Colombiano informou ter recebido centenas de relatos de pessoas que sentiram o abalo em território colombiano.
O USGS classificou o evento como de alto risco para vítimas e danos materiais. Modelos estatísticos da agência indicam que o número de mortos ainda pode subir de forma significativa, já que as estimativas levam em conta a magnitude dos terremotos, a densidade populacional atingida e a vulnerabilidade das construções.
A região de La Guaira, próxima a Caracas, foi apontada como uma das áreas mais afetadas. O governo venezuelano declarou estado de emergência e informou que trabalha para mobilizar máquinas, equipes médicas e apoio internacional para acelerar as buscas por sobreviventes.
A situação ainda é considerada instável por causa das réplicas registradas após os dois terremotos principais. Autoridades orientam a população a evitar prédios danificados e seguir as recomendações das equipes de emergência.
Foto: Frederico Parra AFP
