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Superávit Comercial Brasileiro Dispara em Maio: Soja e Cobre Lideram Alta Histórica e Superam Expectativas de Mercado

Superávit Comercial Brasileiro Atinge US$ 7,8 Bilhões em Maio, Impulsionado por Soja e Cobre

O Brasil registrou um expressivo superávit na balança comercial em maio, atingindo US$ 7,823 bilhões. Este resultado representa um aumento de 10,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o saldo foi de US$ 7,059 bilhões. O desempenho positivo foi fortemente influenciado pelas exportações de produtos como soja e cobre.

O valor alcançado em maio figura como o quarto maior superávit para o mês desde o início da série histórica em 1989. Os números só ficam atrás de maio de 2023 (US$ 10,978 bilhões), 2021 (US$ 8,536 bilhões) e 2024 (US$ 8,302 bilhões), demonstrando a força do comércio exterior brasileiro.

As exportações totais somaram US$ 31,904 bilhões, um crescimento de 6,6% em relação a maio de 2025. Já as importações totalizaram US$ 24,081 bilhões, com alta de 5,3%. Tanto os valores de exportação quanto os de importação são os segundos maiores para meses de maio desde 1989, evidenciando um dinamismo significativo no comércio internacional do país.

Conforme informação divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o desempenho reflete a recuperação de commodities e a força de setores estratégicos da economia brasileira.

Desempenho Acumulado Revela Crescimento Robusto

No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, a balança comercial brasileira apresenta um superávit de US$ 32,662 bilhões. Este valor é 34,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A recuperação das commodities com cotação internacional e a dinâmica de importação de uma plataforma de petróleo em fevereiro de 2025, que não se repetiu em 2026, contribuíram para esse resultado.

As exportações acumuladas no período atingiram US$ 148,571 bilhões, com alta de 8,7% sobre o ano anterior. As importações, por sua vez, somaram US$ 115,908 bilhões, um aumento de 3,2%. O superávit acumulado é o terceiro maior da série histórica, atrás apenas dos primeiros cinco meses de 2024 (US$ 35,227 bilhões) e 2023 (US$ 34,540 bilhões).

Setores Agropecuário e de Transformação Lideram Exportações

Em maio, o setor agropecuário impulsionou as exportações com um crescimento de 9,8%, impulsionado por um aumento de 6,1% no volume e 2,8% no preço médio. Destaque para a soja, com alta de 14,6%, algodão bruto (+45,3%) e milho não moído (+267,2%).

A indústria de transformação também apresentou forte desempenho, com alta de 9% nas exportações. O volume cresceu 1% e o preço médio subiu 7,4%. Carnes bovinas frescas, refrigeradas ou congeladas (+50,2%), combustíveis (+75,2%) e ouro não monetário (+56,7%) foram os principais contribuintes.

O setor da indústria extrativa, apesar de uma leve queda de 1,9% nas exportações, foi marcado pelo expressivo crescimento nas vendas de minério de cobre, que aumentaram em 149,4%. O minério de cobre, em valores absolutos, foi o segundo item que mais puxou o crescimento mensal, com alta de US$ 617,9 milhões. A soja liderou, com um aumento de US$ 804,1 milhões.

Desafios e Oportunidades: Petróleo e Café

No setor extrativo, o petróleo bruto registrou queda de 9,3% nas exportações, com volume recuando 42,1%, apesar da alta de 56,7% no preço médio, influenciada pela guerra no Oriente Médio. A queda no volume está parcialmente ligada à alíquota temporária de 12% de Imposto de Exportação de petróleo, implementada para conter a alta dos combustíveis.

Em contrapartida, as vendas de café apresentaram uma queda expressiva em maio, com uma redução de US$ 297,6 milhões (-24,5%) em comparação com maio de 2025. A queda foi motivada pela redução de 8,6% no volume e de 13,4% no preço médio do produto.

Projeções e Perspectivas para o Final do Ano

Para o ano de 2026, o Mdic projeta um superávit comercial de US$ 72,1 bilhões, o que representa um aumento de 5,9% em relação ao resultado de US$ 68,1 bilhões em 2025. As projeções indicam que as exportações deverão encerrar o ano em US$ 364,2 bilhões, com alta de 4,6% sobre 2025.

As importações são esperadas em US$ 280,2 bilhões em 2026, um aumento de 4,2% em comparação com o ano anterior. As estimativas do Mdic são ligeiramente mais conservadoras que as de instituições financeiras, que projetam um superávit de US$ 76,2 bilhões, segundo o boletim Focus do Banco Central.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente, com novas estimativas detalhadas previstas para julho. O recorde de superávit comercial do Brasil foi registrado em 2023, com um saldo positivo de US$ 98,9 bilhões.

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