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Lula rebate EUA sobre “práticas irrazoáveis” e diz: “Quem tinha que aumentar a taxa seríamos nós”

Lula contesta acusações de “práticas irrazoáveis” dos EUA e defende o Brasil em disputa comercial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu firmemente às alegações do governo dos Estados Unidos de que o Brasil adota “práticas irrazoáveis” em suas relações comerciais. Lula destacou o **superávit comercial histórico dos EUA com o Brasil**, argumentando que, se alguma tarifa deveria ser aumentada, seria por parte do Brasil.

“O superávit americano, nos últimos 15 anos, foi de US$ 415 bilhões. Então, quem tinha que aumentar a taxação seríamos nós, não eles”, afirmou o presidente, em um evento em Catalão (GO).

A declaração surge em um momento de tensão comercial, onde os EUA propõem a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros, alegando deslealdade comercial. Lula enfatizou que sua abordagem é baseada na “guerra da verdade” contra a mentira, contrastando com a política externa de seu homólogo americano.

Acordo e divergências comerciais com Trump

Lula relembrou a reunião que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em maio, na Casa Branca. Na ocasião, os dois líderes concordaram em dar um prazo de 30 dias para que as equipes de comércio chegassem a um acordo sobre as divergências comerciais. O presidente brasileiro relatou ter apresentado documentos que comprovavam a relação comercial favorável aos EUA.

“Eu disse a ele, nós dois vamos dar 30 dias para eles provarem quem está certo e quem está errado. Se eu estiver errado, eu aceito; se você estiver errado, você aceita. E demos 30 dias. Até agora já conversaram três vezes e não houve acordo”, explicou Lula.

A conversa entre os presidentes abordou temas como a relação comercial, o combate ao crime organizado internacional e a exploração de minerais estratégicos. No entanto, as discussões sobre tarifas comerciais parecem ter entrado em um impasse.

Relatório americano e a ameaça de tarifas

O governo dos EUA, por meio de um relatório de investigação, alega que políticas e práticas brasileiras são “irrazoáveis” e que “oneram ou restringem” o comércio norte-americano. A conclusão desse relatório prevê a possibilidade de imposição de “tarifas ou outras restrições à importação de produtos brasileiros”.

Especificamente, o representante de comércio dos EUA propôs a aplicação de **tarifas de 25% sobre todos os bens originários do Brasil**. Essa proposta representa um risco significativo para as exportações brasileiras e para a balança comercial do país.

Críticas à oposição e o “Obrigado, Trump”

Durante seu discurso, Lula também criticou o posicionamento de filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro em relação às tarifas impostas por Trump anteriormente. Ele citou, sem nomear diretamente, uma postagem do senador Flávio Bolsonaro que, em 2025, teria agradecido a Trump pela taxação sobre produtos brasileiros, com a frase “Obrigado, Trump, faça o Brasil livre de novo”.

“Um deles, que é candidato à Presidência, tuitou no dia 9 de julho de 2025: ‘Obrigado, Trump, faça o Brasil livre de novo’”, relembrou Lula, contrastando essa atitude com a atual postura de alguns setores da oposição.

O presidente ressaltou que, enquanto alguns filhos de Bolsonaro agradeciam a taxação, o Brasil sofria as consequências. Ele enfatizou que sua luta é pela verdade, em contraponto às ações que considera equivocadas e prejudiciais ao país.

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