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Projeto Revela o Mundo Subaquático: Conheça o Habitat dos Cavalos-Marinhos em Evento Gratuito no Rio de Janeiro

Projeto Cavalos Marinhos abre as portas para o público conhecer de perto o habitat e a importância da conservação destes animais.

O Projeto Cavalos Marinhos convida o público para uma experiência única e educativa no Espaço Educativo. O evento, que ocorre entre os dias 1º e 3 de junho, das 9h às 14h, na Universidade Santa Ursula, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, é uma oportunidade imperdível para mergulhar no mundo desses fascinantes animais.

A participação é gratuita e as inscrições podem ser feitas por meio de um formulário online. Este evento especial marca a participação do projeto na primeira edição da Rio Nature & Climate Week, um importante encontro internacional que discute questões ambientais e climáticas até o dia 6 de junho.

Com 23 anos dedicados à conservação dos cavalos-marinhos e seus ecossistemas, o projeto se baseia em conhecimento técnico-científico para promover o desenvolvimento sustentável e respeitar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Conforme divulgado pelo projeto, a iniciativa busca não só a preservação das espécies, mas também o fomento econômico e social das comunidades envolvidas.

Uma Imersão no Mundo do Cavalo-Marinho

Natalie Freret-Meurer, coordenadora geral do Projeto Cavalos Marinhos, descreve o Espaço Educativo como uma verdadeira imersão. “Tem modelos de cavalos-marinhos, tem uma árvore de manguezal, tem jogos e tem também o nosso laboratório com animais vivos que a gente reproduz em cativeiro. Tem filhotes, tem jovens e adultos. Então, a pessoa realmente entra aqui para mergulhar no mundo desses animais”, explicou.

A formação de uma população de segurança da espécie brasileira de cavalo-marinho de focinho longo é um feito inédito no Brasil, segundo o projeto. Essa iniciativa é crucial diante da ameaça de extinção que os cavalos-marinhos enfrentam globalmente, causada pela destruição de habitat, captura acidental na pesca e comércio ilegal para aquários.

Tecnologia e Ciência para a Conservação

O projeto se destaca pela reprodução em cativeiro de cavalos-marinhos geneticamente rastreados. “A gente faz essa reprodução em cativeiro. Tem todos os animais rastreados geneticamente. Então, a gente sabe exatamente qual é a composição genética. E, se for necessário fazer introdução em ambiente natural, a gente consegue fazer”, ressaltou Natalie Freret-Meurer.

Essa estrutura avançada permite a criação de uma população de segurança bem organizada, com mapeamento genético e reprodução direcionada, garantindo a sustentabilidade da espécie. O trabalho é desenvolvido com o apoio do Programa Socioambiental da Petrobras.

Impacto Social e Econômico do Projeto

Além da conservação direta, o Projeto Cavalos Marinhos investe na formação de jovens guardiões e no empoderamento de mulheres pescadoras. Um exemplo notável é o programa que capacita pescadoras para a produção de biojoias a partir de escamas de peixe, oferecendo uma alternativa de renda, especialmente durante o período de defeso.

O projeto calcula ter impactado dois milhões de pessoas somente em 2024, trabalhando com crianças, mulheres, gestores de unidades de conservação, educadores ambientais e professores do ensino infantil. A meta é multiplicar o conhecimento sobre a importância dos cavalos-marinhos.

Expansão e Resultados da Conservação

Criado no Rio de Janeiro em 2002, o projeto expandiu suas ações para São Paulo e Espírito Santo em dezembro de 2025, monitorando praias em Ubatuba (SP), Vitória e Aracruz (ES). A iniciativa também integra a Rede de Conservação Águas da Guanabara (Redagua).

Os resultados são animadores. “Se eu tivesse que pontuar, diria que os maiores ganhos são desde pescadores até moradores de regiões que não deixam que outras pessoas capturem os cavalos-marinhos. São pessoas que se apaixonaram pelo animal e resolvem ajudar nessa luta. E algumas populações de cavalos-marinhos já começaram a melhorar”, manifestou Natalie.

Nos últimos dois anos, o projeto monitorou mensalmente populações de cavalos-marinhos em seis regiões do Rio de Janeiro, capacitou mais de 100 pescadores e realizou mais de 20 oficinas. Os biólogos continuam realizando pesquisas de análise genética e comportamental para compreender melhor esses animais e definir áreas prioritárias para sua conservação.

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