Ação no Masp alerta sobre os perigos do tabagismo e oferece caminhos para o fim do vício.
No próximo domingo (31), o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) será palco de um importante evento de conscientização. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por meio do Programa Estadual de Controle do Tabagismo, em parceria com o museu, promoverá uma ação gratuita em alusão ao Dia Mundial Sem Tabaco.
O evento busca alertar a população sobre os graves impactos do tabagismo e da dependência de nicotina, além de facilitar o acesso à informação sobre os tratamentos gratuitos disponíveis na rede pública de saúde. A iniciativa é uma oportunidade única para quem deseja dar um basta no vício.
A programação contará com a participação de renomados especialistas, como o médico Drauzio Varella, e oferecerá suporte direto aos interessados em parar de fumar. Conforme dados divulgados pela SES-SP, o estado já auxiliou mais de 900 mil pessoas em programas de cessação do tabagismo, com 60% dos pacientes sendo mulheres.
477 cadeiras vazias contra a morte diária pelo cigarro
Uma instalação impactante com 477 cadeiras vazias será o destaque da ação. Este número simbólico representa a estimativa de mortes diárias relacionadas ao tabagismo no Brasil, um dado alarmante divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). Segundo o INCA, cerca de 477 pessoas morrem por dia no país em decorrência de doenças associadas ao consumo de tabaco.
Essa intervenção visual visa chocar e conscientizar os transeuntes sobre a dimensão do problema do tabagismo, que causa aproximadamente 174 mil óbitos evitáveis por ano no Brasil. A iniciativa sublinha a urgência de ações de prevenção e tratamento.
Especialistas e suporte para largar o vício
A programação inclui conversas com especialistas de renome, como Drauzio Varella, Márcio Sousa (chefe da Seção de Hipertensão Arterial, Tabagismo e Nefrologia do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia) e Sandra Silva Marques (coordenadora do Programa Estadual de Controle do Tabagismo de São Paulo). Eles discutirão os desafios e as estratégias para o controle do tabagismo.
Durante todo o evento, profissionais de saúde estarão disponíveis no local para oferecer orientações detalhadas sobre tratamento para parar de fumar, suporte psicológico e encaminhamento para atendimento no SUS. A mensagem principal é clara: a dependência de nicotina é uma doença e o tratamento público é eficaz.
Programa Vida sem Nicotina e o app Poupatempo
A Secretaria de Saúde de São Paulo também disponibiliza o programa Vida sem Nicotina, acessível pelo aplicativo do Poupatempo. Este serviço é voltado para todos que desejam parar de fumar ou vaporizar, abrangendo usuários de cigarros, cigarrilhas, charutos, narguilé, fumo mascado e cigarros eletrônicos.
Através do aplicativo, os usuários podem realizar o Teste de Fagerström para avaliar o nível de dependência de nicotina. O serviço também auxilia na consulta de unidades de tratamento, divulgação dos serviços disponíveis na rede estadual e no encaminhamento para acompanhamento. O programa é indicado para usuários do SUS em qualquer nível de atenção.
Aumento de fumantes e alerta sobre cigarros eletrônicos
Dados preliminares da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) indicam um crescimento no número de fumantes em 2024, revertendo um período de estabilidade. O levantamento aponta que 11,6% dos adultos se declararam fumantes, um aumento em relação aos 9,3% de 2023.
Um ponto de atenção adicional é o aumento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes. O Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD) revela que um em cada 10 adolescentes já experimentou vape, mesmo com a comercialização proibida no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15 milhões de jovens entre 13 e 15 anos já utilizaram cigarros eletrônicos no mundo, sendo o foco da campanha deste ano.
Além dos impactos diretos na saúde, o tabagismo representa um alto custo para o sistema público. Estimativas do INCA indicam que para cada R$ 1 de lucro da indústria do tabaco, o Brasil gasta R$ 5 no tratamento de doenças relacionadas ao fumo, com custos anuais ultrapassando R$ 150 bilhões.
