O Procon Arujá notificou a Telefônica/Vivo após identificar um aumento significativo no número de reclamações registradas por consumidores do município nos últimos meses. As queixas envolvem, principalmente, falhas na prestação dos serviços de telefonia fixa, interrupções recorrentes, dificuldades de atendimento, ausência de visita técnica e cobranças realizadas mesmo em períodos em que os serviços não estavam funcionando adequadamente.
De acordo com a diretora do Procon Arujá, Jéssica Villar, a medida foi adotada para cobrar esclarecimentos da empresa e evitar que os consumidores continuem sendo prejudicados pela má qualidade ou interrupção dos serviços contratados.
“Nosso objetivo é buscar esclarecimentos da empresa e garantir que os consumidores não sejam prejudicados pela interrupção ou má qualidade dos serviços contratados”, afirmou.
Entre os principais problemas relatados estão a interrupção frequente dos serviços, a inoperância da telefonia fixa, a falta de visita técnica para solução das ocorrências, a demora na resolução das demandas e a dificuldade de contato com a empresa. Também foram registradas reclamações envolvendo serviços combinados, especialmente nos casos em que o consumidor contrata telefonia e internet em conjunto.
As reclamações têm sido registradas em diferentes regiões da cidade, mas os bairros mais afastados aparecem entre os mais afetados. Entre os locais com maior recorrência de queixas estão Jardim Emília, Canjicas e Bairro do Retiro, entre outros.
A situação preocupa especialmente pela dependência de parte da população em relação aos serviços de telefonia fixa. Segundo Jéssica Villar, consumidores idosos estão entre os mais prejudicados, já que muitos dependem diretamente desse tipo de comunicação para atendimento de necessidades essenciais.
Na notificação, o Procon Arujá solicita que a Telefônica/Vivo apresente esclarecimentos sobre as causas das falhas na prestação dos serviços, as medidas adotadas para regularização, os prazos previstos para solução definitiva dos problemas e as providências que serão tomadas para reduzir os prejuízos causados aos consumidores.
O órgão também cobrou informações sobre uma eventual substituição da linha metálica pela tecnologia de fibra óptica, além de medidas de reparo e compensação aos consumidores prejudicados pela interrupção ou inoperância dos serviços.A empresa tem prazo de 10 dias para apresentar manifestação formal ao Procon Arujá, com os esclarecimentos e informações solicitadas.
De acordo com o órgão de defesa do consumidor, a atuação tem como objetivo garantir que a empresa preste os serviços de forma adequada e respeite os direitos dos consumidores arujaenses.
