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Festival Quilombo Urbano Mineiro Pau Celebra Dia da África com Cultura e Africanidades Vivas no Rio de Janeiro

Festival do Quilombo Urbano Mineiro Pau celebra Dia Mundial da África com foco em africanidades e esperança

A terceira edição do Festival do Dia da África acontecerá neste domingo, 24 de maio, a partir das 9h, no Quilombo Urbano Mineiro Pau, localizado em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. O evento, com o tema “Da África ao Quilombo Urbano: Africanidades Vivas e Caminhos de Esperança”, é uma realização da Obra Social Filhos da Razão e Justiça (OSFRJ).

A celebração coincide com o Dia Mundial da África, comemorado em 25 de maio, data que marca a fundação da Organização da Unidade Africana (OUA) em 1963, posteriormente transformada na União Africana. O objetivo histórico da OUA era promover a integração política e econômica entre os países africanos, além de combater o colonialismo e o neocolonialismo no continente.

Segundo Júnia Madeira, produtora cultural da OSFRJ, o trabalho da organização é intrinsecamente ligado à educação e à cultura antirracista e afrocentrada. “Como a gente é uma instituição que atua na comunidade Mineiro Pau, em Santa Cruz, na periferia do Rio de Janeiro, o nosso trabalho é centrado em promover educação e cultura no nosso território, principalmente para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade”, explicou.

Fortalecendo a Identidade Negra Através da Cultura

Júnia Madeira ressaltou que as 90 crianças e adolescentes atendidos pela entidade frequentemente enfrentam dificuldades em reconhecer sua identidade negra. “Nós acreditamos que, para construir um futuro positivo, é preciso valorizar as nossas raízes e a nossa identidade”, afirmou. O festival busca oferecer ao público uma oportunidade de vivenciar o que a OSFRJ realiza diariamente há quase uma década.

O projeto de teatro “Recontando Minha História Preta”, encenado pelas crianças e adolescentes, destaca personagens históricos negros que frequentemente são omitidos nos livros didáticos. Entre elas, estão Dandara dos Palmares, Maria Felipa, Luiz Gama e Marielle Franco, cujas vidas e lutas são apresentadas para inspirar e fortalecer o senso de pertencimento.

Um Dia de Celebração, Reflexão e Solidariedade

A programação do festival inclui uma roda de conversa com o babalaô Ivanir dos Santos e as professoras Mariana Gino e Lavini Castro, que discutirão a relevância do Dia da África e a importância das reflexões sobre a herança africana para a construção do Brasil. Haverá também apresentações de samba e do grupo de dança Mineiro Pau, que empresta seu nome à comunidade.

O evento é aberto a todos, com o objetivo de promover a partilha, a troca e a construção de melhores relações interpessoais. “A gente sabe que vive em um país estruturalmente racista, mas é através do diálogo, da conexão e da troca que a gente vai conseguir construir uma realidade mais positiva para essa nova geração que vem por aí”, destacou Júnia Madeira.

Contribuição Solidária e Atividades Culturais

A entrada para o festival é um quilo de alimento não perecível, que será convertido em refeições para as 90 crianças e jovens atendidos pela OSFRJ e distribuído em cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade. O evento contará ainda com o tradicional “Café de Terreiro”, almoço ancestral comunitário e oficinas de pintura afro, grafite, turbantes e tranças, além de apresentações de grupos de tradições afro-brasileiras e populares.

A Obra Social Filhos da Razão e Justiça é reconhecida como Ponto de Cultura e Ponto de Memória pelo IBRAM e pela prefeitura do Rio de Janeiro, além de integrar o Comitê Executivo do Sítio Patrimônio Mundial do IPHAN. A programação completa está disponível na página do evento.

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