Quarta-feira, 07 de Outubro de 2026 às 12:32
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Davi Alcolumbre Define Data para Votação da PEC que Pode Acabar com a Escala 6×1 de Trabalho no Brasil

Senado Federal avança na discussão da PEC do fim da escala 6×1, com votação prevista para outubro

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou nesta terça-feira (6) um cronograma para a deliberação e votação em plenário da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que busca o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas. A decisão atende a acordos políticos firmados com senadores e visa cumprir o rito regimental exigido para a matéria.

Segundo Alcolumbre, o processo envolverá cinco sessões deliberativas dedicadas à discussão antes da votação em primeiro turno. A expectativa é que os debates ocorram ao longo desta e da próxima semana, com a votação possivelmente agendada para o dia 15 de outubro. Essa organização busca garantir um debate aprofundado sobre um tema que afeta diretamente a vida de milhões de trabalhadores brasileiros.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 já foi aprovada na Câmara dos Deputados e agora segue para o Senado. A iniciativa tem gerado grande expectativa e debate em todo o país, com trabalhadores e empregadores acompanhando de perto os desdobramentos no Congresso Nacional. A informação sobre o calendário foi divulgada por Alcolumbre em entrevista a jornalistas ao chegar ao Senado.

Rito Regimental para Votação da PEC do Fim da Escala 6×1

Davi Alcolumbre garantiu que o processo seguirá o rito regimental estritamente. “O meu desejo é cumprir integralmente o rito constitucional, sem atropelos, sem acelerar nada, cumprir terça, quarta e quinta as sessões de discussão”, declarou. Ele explicou que, após as cinco sessões de debate, a matéria será levada a votação em primeiro turno. Cada senador terá a liberdade de votar de acordo com sua convicção.

A votação em primeiro turno é apenas o começo. Após essa etapa, serão necessárias mais três sessões de deliberação antes da votação em segundo turno. Para que a PEC seja aprovada, é preciso o apoio de, no mínimo, 49 votos favoráveis, o que representa 60% do total de 81 senadores, em cada um dos dois turnos de votação. O tema da escala 6×1 tem sido objeto de intensos debates.

Histórico da PEC e Adiamento da Votação

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados no final de maio e, desde então, tramita no Senado. A base do governo tentou, por vezes, pautar a análise da proposta, mas Alcolumbre optou por aguardar. O texto só foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em agosto e aprovado na comissão no início de setembro. Alcolumbre, no entanto, não levou o tema ao plenário imediatamente, afirmando que a votação ocorreria após as eleições.

O presidente do Senado explicou que a decisão de adiar a votação foi motivada pela preocupação de senadores que concorriam a cargos eletivos. Ele buscou evitar que a discussão da escala 6×1 pudesse ser utilizada de forma eleitoral durante o período de campanha. “Agora, passada as eleições, que foram as demandas dos meus colegas senadores”, afirmou Alcolumbre, ressaltando que sua decisão atendeu aos pedidos de seus pares.

Opinião Pessoal de Alcolumbre sobre a Escala 6×1

Em suas declarações à imprensa, Davi Alcolumbre demonstrou ser pessoalmente favorável à PEC. Ele enfatizou a importância de cada senador estar preparado para votar com consciência. “Eu sei como eu vou votar. E cada um precisa estar preparado, para neste dia, no dia adequado, do ponto de vista regimental, poder escolher com seu coração, com a sua consciência e a sua história, se vai votar a favor pelo fim da escala 6×1 ou se vai votar contra”, disse.

Alcolumbre reiterou seu compromisso em pautar a matéria, independentemente de sua opinião pessoal. “O que me cabe colocar na pauta, meu compromisso foi feito, foi assumido, está na pauta e será deliberado”, garantiu. A expectativa é que a votação da PEC do fim da escala 6×1 gere um marco nas relações de trabalho no Brasil, impactando cerca de 40 milhões de brasileiros que trabalham sob esse regime há décadas.

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