Quarta-feira, 07 de Outubro de 2026 às 12:32
ADVERTISEMENT

Dólar despenca para R$ 4,97: Moeda americana fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde maio com euforia eleitoral e cenário externo favorável

Dólar fecha em R$ 4,97, menor patamar em quase cinco meses, impulsionado por otimismo pós-eleitoral e enfraquecimento global da moeda.

O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de ajuste nesta terça-feira (6), com o dólar fechando abaixo da marca de R$ 5 pela primeira vez desde maio. A moeda americana encerrou a sessão cotada a R$ 4,975, uma queda de 0,55%.

Essa desvalorização do dólar em relação ao real é reflexo da euforia pós-primeiro turno das eleições presidenciais. Investidores interpretam uma possível mudança de governo como um fator que pode reduzir o risco dos ativos brasileiros e abrir espaço para uma agenda de ajuste fiscal.

O movimento de enfraquecimento do dólar não se restringiu ao Brasil, com a moeda perdendo força também no cenário internacional. As bolsas de Nova York registraram altas, e o petróleo fechou em leve valorização. As informações são da Reuters.

Ibovespa recua, mas mantém força acima dos 200 mil pontos

Após disparar 7,85% e atingir recordes históricos na segunda-feira, o Ibovespa operou em baixa nesta terça-feira, recuando 0,52% e fechando aos 205.835,29 pontos. Apesar do ajuste, o principal índice da bolsa brasileira se manteve acima da importante marca dos 200 mil pontos.

O volume financeiro negociado no pregão somou R$ 58,06 bilhões. Em outubro, o Ibovespa já acumula uma valorização de 10,46% em apenas quatro pregões, e no ano, o avanço é de 27,75%, demonstrando a força do mercado acionário brasileiro.

Analistas veem a queda como um movimento natural de realização de lucros após a forte alta impulsionada pelo resultado eleitoral. A volatilidade é esperada em períodos de ajuste.

Dólar acumula forte queda anual e em outubro

Com o fechamento desta terça-feira, o dólar à vista registrou uma queda de 0,55%, atingindo R$ 4,975. Este é o menor patamar de fechamento desde 12 de maio, quando a moeda encerrou o dia em R$ 4,895. Durante a manhã, o dólar chegou a cair mais, registrando uma mínima de R$ 4,945.

A moeda americana acumula uma queda expressiva de 9,37% em 2026. Nos últimos dois pregões, a desvalorização do dólar já soma 4,62%, evidenciando a recente força do real no mercado.

O recuo do dólar também foi influenciado pelo ambiente externo. A moeda americana perdeu força frente a outras divisas de países emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano. O índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de moedas fortes, caiu 0,31% no fim da tarde.

Petróleo fecha em leve alta com tensões globais e oferta estável

O preço do petróleo Brent fechou a terça-feira com uma leve alta de 0,26%, a US$ 100,58 o barril. O barril de petróleo WTI, do Texas, avançou 0,01%, cotado a US$ 89,44.

Os investidores ponderaram as preocupações com as tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente envolvendo Iêmen e Arábia Saudita, e as condições de transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

Por outro lado, sinais de resiliência na oferta da commodity limitaram ganhos mais expressivos. O ministro de energia da Arábia Saudita destacou que o transporte de petróleo seguiu normal, apesar das hostilidades na região. O Departamento de Energia dos EUA também revisou para cima suas projeções de preço para o Brent.

Menu