Quinta-feira, 08 de Outubro de 2026 às 18:08
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Cantareira Volta à Faixa de Atenção Após Chuvas Recordes em Setembro, Aumentando Captação de Água em SP

Sistema Cantareira sobe para Faixa de Atenção com chuvas de Setembro, permitindo captação de mais água em São Paulo

O principal sistema de abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo, o Sistema Cantareira, apresentou uma recuperação notável em seu volume de armazenamento no mês de setembro. Graças a chuvas acima da média, o reservatório deixou a fase de alerta e entrou na faixa de atenção, um indicativo positivo para a segurança hídrica da região.

Essa melhora no nível de água permite que a Sabesp, responsável pela gestão do sistema, aumente a capacidade de captação. A medida atende a critérios estabelecidos por órgãos reguladores e visa garantir o abastecimento contínuo, especialmente após um período de níveis preocupantes.

A evolução do Sistema Cantareira é monitorada de perto pelas agências reguladoras, que definem as faixas de operação e os limites de captação conforme o volume armazenado. A mudança de patamar é um reflexo direto das precipitações registradas, demonstrando a importância do regime de chuvas para a disponibilidade hídrica em São Paulo. Conforme informação divulgada pelas agências reguladoras, o Sistema Cantareira encerrou setembro com 41,1% do seu volume útil.

Mudança de Patamar e Aumento na Captação de Água

Com o volume útil do Sistema Cantareira atingindo 41,1% ao final de setembro, o reservatório oficialmente entra na faixa de atenção. Esta faixa é definida quando o nível de armazenamento se encontra entre 40% e 60%. Anteriormente, no final de agosto, o volume estava em 32,99%, caracterizando a faixa de alerta.

Essa transição autoriza um aumento na quantidade de água que a Sabesp pode captar. De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), a Sabesp agora pode retirar até 31 metros cúbicos por segundo (m³/s) do reservatório. Antes, na faixa de alerta, o limite era de 27 m³/s. Em condições de normalidade, a captação pode chegar a 33 m³/s.

Resolução Conjunta Define Faixas de Operação do Cantareira

A definição das faixas de operação e dos limites de captação de água do Sistema Cantareira segue critérios estabelecidos pela Resolução Conjunta n° 925/2017. Essa resolução foi criada após a crise hídrica de 2014 e 2015 e estabelece cinco faixas de monitoramento:

  • Normal: igual ou maior que 60%
  • Atenção: igual ou maior que 40% e menor que 60%
  • Alerta: maior que 30% e menor que 40%
  • Restrição: maior que 20% e menor que 30%
  • Especial: menor que 20%

Essas faixas servem como um guia para a gestão dos recursos hídricos, orientando os limites de retirada de água de acordo com o volume disponível, e são acompanhadas diariamente pela ANA e pela SP Águas.

O Sistema Cantareira e sua Importância para São Paulo

O Sistema Cantareira é composto por cinco reservatórios interligados: Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, com um volume útil total de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, o sistema conta com uma interligação entre a represa Jaguari, no Rio Paraíba do Sul, e a Represa Atibainha, aumentando sua capacidade de manobra.

Este complexo hídrico é responsável por abastecer cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo. Além disso, segundo a ANA, o Cantareira contribui para o atendimento de outros usos múltiplos da água, com destaque para o abastecimento da cidade de Campinas e das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Embora os reservatórios estejam em território paulista, parte de suas águas provém de rios de domínio da União, com nascentes e trechos em Minas Gerais.

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