Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026 às 09:12
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Trump Ataca Brasil: “Falhou em Enfrentar PCC e CV”, Acusa de Ser “Centro Global de Cocaína”

Trump critica Brasil e cita PCC e CV como “organizações terroristas”: “Governo brasileiro falhou”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas ao governo brasileiro em um documento anual enviado ao Congresso norte-americano. Trump declarou que o Brasil “não conseguiu enfrentar as organizações terroristas estrangeiras designadas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV)”, acusando o país de se tornar um “centro para os fluxos globais de cocaína”.

A declaração consta em um relatório que avalia os esforços de combate às drogas em diversos países. Trump enfatizou que essas facções brasileiras representam uma “ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo” e que o governo brasileiro precisa “urgentemente adotar medidas agressivas para enfrentá-las e derrotá-las”.

As críticas de Trump vêm após o Departamento de Estado dos EUA ter designado o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) em maio. Na época, o Secretário de Estado americano afirmou que as facções são “entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e que suas redes ultrapassam as fronteiras brasileiras. A designação permite aos EUA aplicar sanções e adotar medidas contra pessoas e entidades associadas aos grupos.

Brasil Contesta e Detalha Ações de Combate

Em resposta às declarações de Trump, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) do Brasil refutou veementemente as alegações de falhas ou omissões no combate ao crime organizado transnacional. A pasta destacou a sanção da Lei Antifacção em março de 2026, que prevê penas mais severas para líderes de facções e mecanismos para sufocar suas operações.

O MJSP argumentou que a manifestação do presidente dos EUA desconsidera “dezenas de milhares de operações” de combate ao crime realizadas pelas forças federais, que resultaram em “bilhões de reais de prejuízo aos criminosos”. Além disso, foram mencionadas as ações do Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio, que visa sufocar economicamente as facções, fortalecer o sistema prisional e combater o tráfico de armas.

A pasta também ressaltou a “robusta cooperação já existente” entre Brasil e EUA no combate ao crime organizado transnacional. Foi lembrada a proposta apresentada pelo presidente Lula em Washington, detalhando medidas conjuntas contra lavagem de dinheiro, compartilhamento de inteligência e combate ao tráfico de armas, aguardando resposta do governo americano.

EUA Designam Facções como Terroristas e Brasil Reforça Cooperação

A designação do PCC e do CV como Organizações Terroristas Estrangeiras pelos Estados Unidos, oficializada em junho, amplia os instrumentos para sanções e medidas contra pessoas e entidades ligadas a esses grupos. O governo brasileiro, na ocasião, contestou a classificação, defendendo que o combate ao crime organizado seja liderado pelo Brasil, com cooperação internacional e respeito à soberania nacional.

Países Aliados Recebem Elogios, Enquanto Outros São Criticados

No mesmo documento, Donald Trump elogiou governos considerados mais próximos aos EUA, como Argentina, Equador e El Salvador. Menções positivas também foram feitas a Venezuela, Bolívia, Colômbia e Peru, com destaque para as recentes mudanças de governo nesses países como fatores positivos no enfrentamento ao narcoturafico. O tratamento dado a esses governos contrasta com as críticas dirigidas ao Brasil e à Nicarágua.

A Colômbia foi elogiada pela eleição de Abelardo de la Espriella e seu compromisso contra o cultivo de coca. A Bolívia, sob o presidente Rodrigo Paz, foi citada pela expansão da cooperação em segurança e combate às drogas. O Peru, com a presidente Keiko Fujimori, teve seu compromisso de combate ao crime organizado e redução do fluxo de cocaína para os EUA destacado.

Críticas a México, Canadá e China no Combate às Drogas

Apesar do reconhecimento de esforços de México e Canadá, o tom em relação a esses países foi mais crítico. Trump afirmou que “Canadá e México precisam fazer muito mais” para interromper o fluxo de drogas, citando a produção ilegal de fentanil no Canadá e a necessidade do México de adotar medidas contra “organizações narcoterroristas”.

Sobre a China, Trump apontou o país como o maior produtor de produtos químicos precursores para drogas sintéticas. Embora a China tenha implementado novas exigências para exportação de certos produtos químicos a pedido dos EUA, criminosos continuam a contornar os controles. Trump cobrou da China medidas “mais agressivas” para reduzir o fluxo dessas substâncias.

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