Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026 às 17:16
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Moeda ecológica que ajuda famílias de baixa renda pode ser implantada em todo o Estado

Clau Camargo, advogada e primeira-dama de Arujá, idealizadora do projeto “Vale Reciclar”, implantado há quatro anos no município, quando ela ainda atuava como presidente do Fundo Social de Solidariedade, deseja que esse modelo de negócio seja replicado em todo o estado de São Paulo – essa é uma de suas principais bandeiras na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para as eleições deste ano, em que ela concorre pelo Partido Social Democrático (PSD).

O programa permite que os cidadãos troquem materiais recicláveis — como papel, papelão, isopor e óleo de cozinha — por uma moeda social chamada “Vale Verde” que, depois, pode ser usada nos estabelecimentos parceiros para adquirir produtos e serviços, incluindo vestuário, alimentos, itens de higiene, brinquedos e até serviços de salão de beleza, como escova, manicure e massagem. “O projeto fortalece a dignidade e o acesso das famílias, ao mesmo tempo em que estimula a consciência ambiental”, explica a primeira-dama.

No final do ano passado, o sucesso do projeto foi reconhecido pelo Governo do Estado de São Paulo e, pela primeira vez, Arujá recebeu o certificado do programa Município VerdeAzul – iniciativa coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL), com o objetivo de medir e apoiar a eficiência da gestão ambiental dos municípios paulistas, auxiliando-os na elaboração de políticas públicas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do Estado.

De acordo com a candidata estadual, desde sua implantação, mais de 250 toneladas de materiais recicláveis foram retiradas do fluxo de descarte irregular, contribuindo para a preservação ambiental e fortalecendo a economia circular, além de estimular a conscientização da população. “Isso promove igualdade e, ao mesmo tempo, incentiva a sustentabilidade. Funciona tão bem em Arujá, que consigo imaginar dando certo em muitos outros lugares. É isso que pretendo fazer, se for eleita”, conclui Clau Camargo.

Quem é Clau Camargo

Nascida em Berizal, cidade do interior de Minas Gerais com aproximadamente 4.200 habitantes, aos 12 anos Clau Camargo já ajudava os pais analfabetos trabalhando na plantação de eucaliptos. Até que aos 17 anos decidiu que para melhorar de vida deveria buscar melhores oportunidades de trabalho em São Paulo. Ao chegar na capital paulista, conseguiu emprego como caixa de supermercado.

Depois foi trabalhar num banco, onde conseguiu uma bolsa de estudos. Formada em Recursos Humanos e em Direito, conciliou nos últimos anos a advocacia com sua atuação como coordenadora da Câmara Técnica de Políticas Públicas para Mulheres do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat+) e presidente voluntária do Fundo Social de Solidariedade de Arujá.

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