Terça-feira, 25 de Agosto de 2026 às 12:52
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Irã Promete Resistir a Ampliação das Sanções dos EUA e Confia em Parceiros; Petroleiro é Atingido

Irã promete resistência e confia em aliados contra sanções dos EUA, em meio a tensões no Golfo Pérsico.

O Irã declarou que irá reagir à expansão das sanções impostas pelos Estados Unidos, que visam isolar sua economia. O país demonstra confiança de que seus principais parceiros comerciais resistirão à pressão americana e sugere que Washington tem interesse em retomar as negociações diplomáticas.

As novas medidas foram anunciadas pelo Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mas evitaram as sanções mais severas. Bessent alertou que países que continuarem a negociar com o Irã correm o risco de serem excluídos do sistema financeiro global baseado no dólar, embora não tenha especificado prazos ou alvos diretos.

Um chefe parlamentar iraniano, Abbas Golroo, revelou que uma mensagem dos EUA foi entregue ao Irã por meio do chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir. Golroo sugeriu que o principal objetivo da comunicação era reativar o processo político paralisado, conforme noticiado pela agência Isna. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (25), em meio a um cenário de instabilidade regional.

Novas Sanções e a Ausência de Bancos Chineses na Mira

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra 60 pessoas físicas, entidades e embarcações, mas, notavelmente, a lista não incluiu instituições financeiras chinesas que estariam facilitando o comércio de petróleo iraniano. Scott Bessent afirmou que “ninguém está acima do alcance das sanções dos EUA”, em resposta a perguntas sobre bancos chineses.

A China é o principal comprador de petróleo iraniano há anos. No entanto, o fluxo de petróleo para a China tem sido reduzido desde que os EUA renovaram o bloqueio dos portos iranianos em meados de julho. Especialistas apontam que Washington teme uma retaliação chinesa caso imponha sanções aos seus bancos, especialmente antes das negociações previstas entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping no próximo mês.

China Reafirma Cooperação e Preços do Petróleo Reagem

A China se manifestou nesta terça-feira, afirmando que sua cooperação com o Irã ocorre dentro do direito internacional e não deve ser interrompida. Enquanto isso, os preços do petróleo caíram pelo segundo dia consecutivo, pois os mercados parecem ignorar o impacto imediato das sanções, embora permaneçam cautelosos quanto à capacidade do Irã de afetar o transporte marítimo.

A notícia das sanções surge após um incidente em que um petroleiro foi atingido por um projétil não identificado a nordeste de Ash Shishah, em Omã, perto da entrada do Estreito de Ormuz. A Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido confirmou o ocorrido, que deixou o navio inoperante.

Histórico de Tensão e Mediação do Paquistão

Antes do anúncio das sanções, o Irã já havia ameaçado com uma resposta militar e uma redução ainda maior nas exportações de petróleo do Golfo em retaliação a quaisquer medidas econômicas americanas. Um acordo provisório assinado em junho entre Irã e Estados Unidos, com o objetivo de encerrar conflitos iniciados em fevereiro, fracassou rapidamente, levando o Irã a retomar ataques que prejudicaram as exportações de energia da região.

O Paquistão tem atuado como mediador e informou ter feito “progressos significativos” nas negociações recentes com Teerã. O foco tem sido evitar uma nova escalada e garantir a reabertura do Estreito de Ormuz. O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, descreveu a troca de ideias como “muito construtiva” após sua visita a Teerã acompanhado pelo chefe do Exército paquistanês.

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