Segunda-feira, 17 de Agosto de 2026 às 08:15
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Brasil Brilha no Mundial de Ginástica Rítmica: Duas Medalhas de Ouro Históricas Conquistadas em Frankfurt

Brasil faz história com dois ouros inéditos no Mundial de Ginástica Rítmica

A ginástica rítmica brasileira alcançou um feito histórico neste domingo, 16 de julho, no Campeonato Mundial de Frankfurt, na Alemanha. As atletas conquistaram duas medalhas de ouro, um feito inédito para o país em competições dessa magnitude.

As conquistas vieram nas provas de conjunto com cinco bolas e na série mista, que combina três arcos e duas maças. O desempenho excepcional coloca o Brasil em um novo patamar no cenário internacional da modalidade.

O conjunto brasileiro, apelidado de “Leoas”, é formado por Nicole Pírcio (SP), Sofia Madeira (ES), Julia Kurunczi (PR), Mariana Gonçalves (PR), Maria Paula Caminha (AM) e Maria Eduarda Arakaki (AL), que é a capitã. A equipe demonstrou precisão, arte e dificuldade, encantando os jurados e o público.

Ouro Inédito nas Cinco Bolas

A primeira medalha de ouro foi conquistada na empolgante apresentação com cinco bolas. As ginastas brasileiras executaram uma série impecável, sem erros, alcançando a expressiva nota de 29.450. Essa pontuação superou o recorde mundial anterior da modalidade, que era de 29.250, obtido pelo próprio Brasil no Campeonato Pan-Americano.

O desempenho ao som da música “Feeling Good”, de Michael Bublé, foi superior ao de potências tradicionais. O Brasil deixou para trás a China, atual campeã olímpica, que ficou com a prata com 28.900, e a Bulgária, medalhista de bronze, com 28.400. É a primeira vez que um país das Américas sobe ao topo do pódio nesta prova em um Mundial.

Segunda Conquista na Série Mista

Horas depois da glória nas cinco bolas, as “Leoas” retornaram ao tablado para a final da série mista. Nesta prova, que utiliza três arcos e duas maças, o Brasil já havia conquistado a medalha de prata no Mundial do ano passado, realizado no Rio de Janeiro. Desta vez, a equipe brilhou novamente.

Com a animada canção “Abracadabra”, de Lady Gaga, as brasileiras apresentaram uma série igualmente perfeita, garantindo mais um ouro com a nota de 29.450. A Espanha, campeã geral no dia anterior, ficou com a prata (29.050), seguida pela Bulgária em terceiro lugar (28.750).

Sonho Realizado Após Anos de Trabalho

Camila Ferezin, técnica do conjunto, celebrou as conquistas com emoção. “Nós aprendemos a acreditar que era possível. Primeiro, sonhamos em estar entre as melhores. Depois, começamos a competir de igual para igual com elas. E hoje estamos no lugar mais alto”, declarou à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).

A treinadora ressaltou a trajetória vitoriosa. “Não aconteceu de um dia para o outro. Foram anos de trabalho, erros, acertos, lágrimas, renúncias e muita persistência”, complementou. Ela também destacou a evolução da equipe, que antes era a 26ª colocação mundial. “Hoje, olhar para essas meninas e poder dizer que somos campeãs mundiais é algo quase surreal. É a realização de um sonho que foi construído todos os dias, durante muitos anos”, finalizou Camila.

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