Segunda-feira, 17 de Agosto de 2026 às 07:39
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Tifanny: Nova Regra da CBV no Vôlei é “Enorme Retrocesso” e Impede Mulheres Trans de Jogar

Tifanny se revolta com restrições da CBV para mulheres trans no vôlei e promete luta

A oposta Tifanny, jogadora transgênero que atua no Osasco São Cristóvão Saúde, expressou sua profunda insatisfação com a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A regra, que restringe a participação em competições femininas a atletas designadas como do sexo biológico feminino ao nascer, foi considerada pela atleta um “enorme retrocesso”.

Tifanny, que é a primeira jogadora transgênero a disputar a Superliga, afirmou categoricamente que não desistirá de sua carreira no esporte. Ela enfatizou que a decisão da CBV não afeta apenas ela, mas também seu clube, patrocinadores, fãs e a comunidade trans como um todo, em um momento crucial de luta por reconhecimento e inclusão.

“A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. Mas isso não afeta só a mim. Afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e o direito de todas as pessoas trans. É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão. Voltamos para a forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60 e 70”, declarou Tifanny, conforme comunicado divulgado pela assessoria de imprensa do Osasco.

Tifanny promete não se calar e buscar seus direitos

A jogadora, que atua no vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025, reforçou seu compromisso em seguir lutando. “Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão”, emendou a atleta.

Estreia no Campeonato Paulista e nova política da CBV

O pronunciamento de Tifanny ocorreu após a estreia de sua equipe no Campeonato Paulista, no último sábado (15). Apesar dos 19 pontos marcados pela oposta, o Osasco foi derrotado pelo Pinheiros por 3 sets a 2. A participação de Tifanny no jogo foi permitida pois a Federação Paulista de Volleyball (FPV) decidiu manter o regulamento vigente no início do torneio, aguardando análise jurídica e de saúde para futuras competições.

Critérios da nova regra e conformidade com órgãos internacionais

A nova política de elegibilidade da CBV, anunciada na última sexta-feira (14), visa alinhar-se às regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Anteriormente, mulheres trans podiam competir se seus níveis de testosterona estivessem abaixo de um limite específico. Agora, a exigência inclui a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

Impacto da nova regra na Superliga e outras competições

A determinação da CBV já é válida para as edições deste ano da Superliga (nas duas principais divisões) e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027. A mudança representa um marco significativo e controverso na inclusão de mulheres transgênero no esporte brasileiro.

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