Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026 às 16:37
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Operação Rede Interrompida: MJSP desarticula plano de ataques violentos a Brasília com apreensão de manuais de explosivos e plantas de prédios públicos

Operação de inteligência do MJSP frustra planos de ataques extremistas em Brasília e expõe radicalização online

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) detalhou os resultados da Operação Rede Interrompida, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A ação desarticulou um grupo suspeito de planejar atos violentos na capital federal, incluindo invasões a prédios públicos e atentados a bomba. A investigação teve início a partir de monitoramento de conversas em grupos abertos no Telegram.

As conversas revelaram o planejamento de atos severos de violência, como invasões à Esplanada dos Ministérios e ao Supremo Tribunal Federal, além de atentados a bomba durante debates eleitorais. O objetivo era intervir precocemente para evitar a consolidação de episódios violentos, protegendo cidadãos, autoridades e o patrimônio público.

Conforme informado pelo diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, a operação não se tratou apenas de opiniões nas redes sociais, mas sim de um planejamento concreto de atos violentos. A atuação rápida e integrada foi essencial para prevenir incidentes. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Manuais de explosivos e plantas de prédios públicos apreendidos em operação nacional

A Operação Rede Interrompida contou com o apoio das forças policiais de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nesses estados, localizando e monitorando os alvos. O delegado-geral da PCDF, José Werick de Carvalho, destacou a participação ativa das polícias estaduais na operação.

Entre os materiais apreendidos, destacam-se manuais para fabricar explosivos, mapas detalhados da região central de Brasília, incluindo ministérios, e a planta baixa do Palácio do Planalto. Essas localidades eram classificadas pelos investigados como alvos primários de seus planos.

Jovens radicalizados usavam Telegram para disseminar discurso de ódio e planejar ataques

O coordenador de inteligência da PCDF, delegado Maurílio Coelho, explicou que o foco inicial era o cumprimento de mandados de busca e apreensão, sem prisões. Os oito investigados, com idades entre 19 e 31 anos, não possuem antecedentes criminais e se conheciam apenas pela internet. A investigação apontou que, além do recrutamento de novos membros, os suspeitos disseminavam conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos.

A secretária Nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, ressaltou o combate ao ódio e à misoginia nas redes sociais como um dos maiores desafios atuais. Ela destacou a importância da atuação integrada das polícias e mencionou a Estratégia Nacional Mulher Segura, que fortalece a inteligência e a estratégia no âmbito das unidades federativas.

Ministério da Justiça atua como articulador nacional para combater crimes com inteligência

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, enfatizou o papel essencial do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) na produção de inteligência. Ele ressaltou que a atuação integrada e qualificada melhora o combate aos crimes, com o MJSP cumprindo seu papel de articulador nacional e promovendo a cooperação interfederativa.

A operação demonstra a importância de um sistema de proteção unificado, onde União e estados atuam em conjunto. O objetivo é garantir a segurança de todos, coibindo ações que possam colocar em risco a sociedade, as instituições e o patrimônio público, conforme detalhado pelo ministro.

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