Domingo, 02 de Agosto de 2026 às 23:09
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Maratonista Olímpico Daniel Ferreira é Encontrado Vivo Após 44 Dias Desaparecido em SP

Maratonista Daniel Ferreira é encontrado vivo em São Paulo após 44 dias desaparecido

O ex-maratonista Daniel Ferreira do Nascimento, conhecido como Danielzinho, foi encontrado vivo no último sábado, 1º. O atleta, que já representou o Brasil em Jogos Olímpicos, estava desaparecido desde 19 de junho de 2026.

Danielzinho, de 28 anos, foi visto pela última vez em Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo. Após 44 dias longe de casa, ele foi reconhecido por um pedestre na Rua Dr. Ubaldino do Amaral, no bairro Belenzinho, zona leste da capital paulista.

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) foi acionada após o reconhecimento. Ao ser abordado e ter seus dados verificados, o próprio atleta confirmou sua identidade. O reencontro emocionante com seus familiares ocorreu no 30º Distrito Policial, no Tatuapé. Desde o seu desaparecimento, a família vinha mobilizando campanhas nas redes sociais na esperança de encontrá-lo.

Carreira Marcada por Recordes e Polêmicas

Daniel Ferreira do Nascimento não é apenas um atleta olímpico, mas também o atual recordista sul-americano da maratona. Sua marca histórica de 2 horas, 4 minutos e 51 segundos foi estabelecida em abril de 2022, em Seul, na Coreia do Sul.

Este tempo impressionante quebrou um recorde brasileiro e sul-americano que perdurava por 24 anos, pertencente a Ronaldo da Costa. A performance de Danielzinho em Seul o colocou como o maratonista não nascido na África mais rápido da história na distância, um feito notável.

O Limbo Após Teste Positivo para Doping

Em abril de 2023, Danielzinho havia conquistado o índice olímpico para os Jogos de Paris 2024, após terminar em quarto lugar na Maratona de Hamburgo com o tempo de 2:07:06. No entanto, em julho de 2024, às vésperas das Olimpíadas, o atleta testou positivo para esteroides anabolizantes em um teste surpresa realizado pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).

As análises detectaram a presença de drostanolona, metenolona e nandrolona. Como resultado, ele foi preventivamente suspenso e impedido de competir em Paris. Posteriormente, em maio de 2025, a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) impôs uma suspensão de cinco anos por doping, retroativa a 15 de julho de 2024, banindo o atleta das competições até julho de 2029.

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