Domingo, 20 de Setembro de 2026 às 10:25
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Lula rebate Trump e defende retomada de territórios no Rio: “Não aceito que facções sejam terroristas”

Lula critica Trump e defende soberania brasileira em segurança pública

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu veementemente as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou organizações criminosas brasileiras como terroristas. Lula afirmou que o Brasil tem condições de enfrentar o crime organizado sem interferências externas, durante evento oficial no Rio de Janeiro.

Em seu discurso, Lula defendeu a necessidade de o Brasil retomar territórios ocupados por traficantes no Rio de Janeiro. Ele contestou a visão de Trump, argumentando que a classificação de facções como terroristas não condiz com a realidade brasileira e pode ter motivações políticas.

A declaração de Lula ocorreu em um momento de assinatura de convênios entre os governos federal, estadual e municipal voltados para a segurança pública. O presidente enfatizou a importância da cooperação entre as diferentes esferas de poder para o sucesso das ações de combate ao crime organizado, conforme informação divulgada pelo g1.

Críticas a Trump e definição de terrorismo de Estado

Lula questionou a definição de terrorismo feita por Trump, associando-a ao que chamou de “terrorismo de Estado”. O presidente citou o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusando-o de tentar um golpe de Estado em 8 de janeiro, com planos para assassinar autoridades, incluindo o próprio Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Lula classificou essas ações como “terrorismo de Estado”.

É importante ressaltar que, em março deste ano, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por crimes que incluíram a ciência de um plano para assassinar Lula e Alckmin.

Vigilância em áreas estratégicas e recursos naturais

O presidente Lula também criticou Trump em relação à exploração de recursos naturais brasileiros. Ele destacou a necessidade de reforçar a vigilância na região da margem equatorial e no pré-sal, áreas ricas em petróleo. Lula alertou que Trump estaria interessado em “minerais críticos, petróleo e terra rara” nessas regiões.

Essa crítica surge após o envio de um documento anual por Trump ao Congresso americano, no qual ele criticou o governo brasileiro por supostamente falhar no enfrentamento às facções criminosas como o PCC e o CV. Em maio, o governo dos EUA já havia classificado essas organizações como terroristas estrangeiras.

Convênios para reforçar a segurança pública no Rio

Durante o evento no Rio de Janeiro, foram formalizados convênios entre os governos federal, estadual e municipal com foco em três frentes de atuação. A primeira visa a **proteção integrada dos corredores logísticos**, combatendo a mobilidade de criminosos e roubo de cargas em vias importantes como a Avenida Brasil e a Linha Vermelha.

A segunda frente é a **Política Estadual de Reocupação Territorial**, que busca reduzir o controle de organizações criminosas e fortalecer a presença estatal, atuando inclusive sobre mercados explorados pelo crime. Por fim, um convênio foca na **capacitação da Força Municipal**, com a colaboração de órgãos federais na formação de turmas de elite da Guarda Municipal.

Rio como laboratório para ações de segurança

O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, destacou que as ações conjuntas com o governo federal têm resultado em maiores apreensões e defendeu a soberania do país no combate ao crime, afirmando que o Brasil não precisa ser “tutelado”. O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, ressaltou a importância do compartilhamento de informações de inteligência e monitoramento.

Lula vê o Rio de Janeiro como um “laboratório” para ações integradas de segurança. Ele acredita que o sucesso das iniciativas na cidade servirá de modelo para o restante do país. O evento ocorreu no Complexo da PRF, um local estratégico na porta de entrada da região metropolitana, enviando um “sinal muito claro para a população de integração entre as forças”, segundo Cavaliere.

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